Região Metropolitana de Salvador tem a maior inflação em 19 anos

Puxada pelo aumento da gasolina (52,06%), os transportes (22,46%) exerceram a maior pressão inflacionária em 2021

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, ficou em 1,04%, em dezembro,  na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Apesar de o resultado para dezembro ter sido inferior ao do mês anterior (1,42% em novembro), ele ficou acima do índice do mesmo mês no ano passado (0,92%, em dezembro de 2020). Em dezembro, o índice na RMS foi o terceiro maior das 16 áreas pesquisadas no país, inferior apenas ao registrado no município de Rio Branco/AC (1,18%) e na Região Metropolitana de Recife/PE (1,05), ficando acima do registrado no país como um todo (0,73%).

Com o resultado do mês, o IPCA da RMS fechou o ano de 2021 em 10,78%, ficando acima da média nacional (10,06%), e sendo a maior inflação para um ano na RMS em 19 anos, desde 2002 (14,12%).

Em 2021, o IPCA da RMS  foi o 6º maior dentre as 16 áreas investigadas. As maiores inflações no ano foram na RM Curitiba/PR (12,73%), na RM Vitória/ES (11,50%) e em Rio Branco/AC (11,43%). No outro extremo, o IPCA do ano foi menor na RM Belém/PA (8,10%) na RM Rio de Janeiro/RJ (8,58%) e em Brasília/DF (9,34%).

Alimentação e transportes  

O IPCA de dezembro na Região Metropolitana de Salvador (1,04%) foi resultado de aumentos nos preços médios de todos os nove grupos de produtos e serviços que formam o índice. Os grupos alimentação e bebidas (1,45%) e transportes (1,04%) foram os que mais puxaram para cima a prévia da inflação do mês na RMS.

Em relação à alimentação, o aumento dos gastos com a alimentação no domicílio (1,63%), em especial com frutas (8,02%) e carnes (1,66%), foi a principal pressão inflacionária no mês. Porém, dentre os itens do grupo, o que apresentou o maior aumento e foi o maior fator para o aumento da inflação foi a cebola (38,23%).

Por sua vez, o aumento mensal dos transportes se deu especialmente pela alta no transporte público (2,85%), que por sua vez foi puxada pelo valor da passagem aérea (13,24%).

O grupo que a apresentou o maior aumento absoluto, apesar de influenciar menos no aumento da inflação foi o de vestuário (3,12%), que apresentou aumento tanto na roupa masculina (3,78%), quanto na roupa feminina (3,57%) e nos calçados e acessórios (2,37%).

Em 2021, maior aumento da inflação em 19 anos (10,78%) é puxada pelo aumento nos transportes (22,46%)

No ano de 2021, o maior aumento da inflação em 19 anos na Região Metropolitana de Salvador (10,78%) foi influenciada pelos transportes (22,46%) que exerceram, de longe, a maior pressão inflacionária no local.

A principal causa foi o aumento dos combustíveis (52,55%), e em especial, da gasolina (52,06%), que foi o item que mais impactou para o aumento da inflação. O aumento do etanol (59,59%), apesar de menos impactante, foi o maior crescimento absoluto no ano entre os itens que compõem o IPCA.

O grupo com a segunda maior influência no crescimento do IPCA na região em 2021 foi o de alimentação e bebidas (10,11%).

A pressão da alimentação no domicílio (12,29%) foi maior do que a da alimentação fora (4,09%), puxados pelas aves e ovos (22,91%), sobretudo o frango em pedaços (29,81%).

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