Vendas do varejo baiano têm novo tombo em setembro

Em setembro 21/ setembro 20, vendas caíram em 6 das 8 atividades do varejo (Foto: Alerrandre Barros/Agência IBGE)

As vendas do varejo na Bahia, em setembro,  seguiram em queda (-2,9%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o quarto recuo consecutivo nessa comparação, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. O resultado do comércio varejista baiano entre agosto e setembro (-2,9%) ficou abaixo do verificado no Brasil como um todo (-1,3%). Nessa comparação, 25 das 27 unidades da Federação mostraram quedas nas vendas, sendo as mais intensas em Mato Grosso do Sul (-3,9%), Santa Catarina (-3,6%) e Rio Grande do Norte (-3,4%). Só Acre (0,4%) e Mato Grosso (0,2%) tiveram variações positivas. A Bahia ficou com o 7º pior desempenho dentre os estados.

O desempenho do varejo baiano também foi negativo na comparação de setembro/21 com setembro/20, com queda de 9,3% nas vendas. Foi o segundo recuo consecutivo depois de quatro crescimentos seguidos nesse confronto e o pior resultado para um mês de setembro em cinco anos, desde 2016, quando as vendas haviam caído 12,0%. O desempenho das vendas do varejo baiano, nessa comparação, também foi pior que o nacional (-5,5%) e representou a 10ª queda mais intensa entre as unidades da Federação. Apenas o Espírito Santo teve alta frente a setembro de 2020 (4,4%). Os maiores recuos nas vendas vieram de Maranhão (-12,3%), Sergipe (-11,9%) e Rondônia (-11,8%).

Apesar de mais esse desempenho negativo, as vendas do varejo baiano ainda acumulam alta de 5,2% no ano de 2021, no confronto com o mesmo período do ano anterior. O resultado na Bahia seguiu acima do nacional (3,8%) e é o 11º entre os estados.

No acumulado nos 12 meses encerrados em setembro (frente aos 12 meses anteriores), as vendas do comércio varejista na Bahia também seguem avançando (3,7%). O resultado ficou um pouco abaixo do Brasil como um todo (3,9%) e é o 14o entre as 27 unidades da Federação.

Atividades 

Em setembro, na Bahia, 6 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui automóveis e material de construção) tiveram recuos nas vendas, frente ao mesmo mês de 2020. Apenas as atividades de tecidos, vestuário e calçados (12%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,4%) viram o volume de vendas crescer nessa comparação.

A queda mais intensa e a principal contribuição para o resultado negativo em geral veio, mais uma vez, dos móveis e eletrodomésticos (-27,4%). A atividade mostrou seu terceiro recuo consecutivo, após seis meses de altas seguidas e de ter fechado o ano de 2020 com o melhor desempenho do varejo no estado (14,5%).

Em seguida, vieram novamente os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,2%). Apesar de terem registrado apenas a quinta queda mais intensa, exerceram a segunda maior contribuição para o recuo do varejo em geral, já que são o segmento de maior peso no setor, no estado.

O resultado de setembro marcou 11 meses de retrações no volume de vendas dos supermercados, que cai seguidamente desde novembro de 2020. O segmento tem o segundo pior desempenho no acumulado neste ano de 2021 (-9,0%).

Vendas do varejo ampliado 

Em setembro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano também seguiu em queda (-0,5%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o quarto recuo consecutivo nesse indicador. O resultado da Bahia, porém, ficou acima do verificado no país como um todo (-1,1%).

Já frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo ampliado na Bahia se mantiveram estáveis em setembro (0,0%). No Brasil como um todo, houve queda nesse indicador (-4,2%). A estabilidade no estado veio após seis crescimentos consecutivos.

Os resultados do varejo ampliado foram majoritariamente negativos entre os estados, em setembro. Frente a agosto, só 4 dos 27 mostraram avanço, liderados por Pernambuco (2,9%). No confronto com setembro de 2020, 20 unidades da Federação tiveram recuos, e o melhor desempenho também ficou com Pernambuco (13,9%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

No confronto com setembro de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o oitavo crescimento consecutivo (43,0%). O estado teve, pelo quinto mês seguido, o segundo maior aumento das vendas de veículos entre as 12 unidades da Federação onde a atividade é pesquisada, abaixo só de Pernambuco (63,8%). Ele se deu, porém, em cima de uma queda de 14,0% em setembro 20/setembro 19.

Já as vendas de material de construção na Bahia apresentaram, em setembro, pelo quarto mês consecutivo, o maior recuo do país dentre os 12 locais onde o segmento é investigado (-24,6%). A retração se deu em cima de um aumento importante, registrado em setembro de 2020 frente ao mesmo mês em 2019 (30,2%).

De janeiro a setembro de 2021, o varejo ampliado da Bahia seguiu acumulando alta nas vendas (12,1%), acima do Brasil como um todo (8,0%). Nos 12 meses encerrados em setembro, o acumulado também segue positivo (7,7%), em um patamar ligeiramente acima do nacional (7,0%).

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