Gaciba acabou sendo demitido do cargo de presidente da Comissão de Arbitragem (Foto : Divulgação)

Após erros subsequentes durante as partidas do Campeonato Brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), finalmente tomou uma atitude e dispensou o então presidente da Comissão de Arbitragem da entidade, Leonardo Gaciba. A decisão foi tomada pelo presidente interino da confederação, Ednaldo Rodrigues.

Agora, quem irá assumir o posto é o vice-presidente da comissão, o ex-árbitro Alício Pena Júnior, que ocupará a posição até o término do Brasileirão 2021. Alício é um conhecido crítico aos processos dentro do órgão e deve tentar implementar algumas mudanças nos últimos dias. Em entrevista ao SporTV, ele confirmou que os árbitros brasileiros são honestos, e ele tentará reduzir a pressão feita sobre os profissionais até o final desta temporada.

Estopim

Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, a atuação da arbitragem nacional já estava sendo extremamente criticada. No entanto, o estopim para a demissão de Gaciba foi o erro que ocorreu na partida entre Bahia x Flamengo, no Maracanã. No jogo em questão, o juiz Vinicius Gonçalves Dias Araújo assinalou uma penalidade para o Rubro-Negro carioca, depois que a bola resvalou no peito do zagueiro do Tricolor baiano. O VAR entrou em ação, e após Vinicius verificar as imagens, manteve a marcação de campo.

A falha de Vinicius originou o primeiro gol do Flamengo, que acabou batendo o Bahia por 3 a 0. A decisão do juiz irritou bastante os jogadores e dirigentes do time baiano, que chegaram a cogitar não retornar para a segunda etapa da partida. O erro desta partida acabou antecipando a reformulação que ocorreria somente em janeiro de 2022, quando o presidente da CBF iria desfazer a atual comissão de arbitragem. Gaciba estava no cargo desde 2019, sendo contratado pelo antigo presidente da entidade, Rogério Caboclo, para ajudar na modernização da arbitragem brasileira. Sendo que a CBF realizou um investimento altíssimo na tecnologia de VAR para ajudar os árbitros em campo.

Os erros não ocorrem somente no Brasil

A seleção brasileira já confirmou sua vaga para a Copa do Mundo do Qatar, tendo realizado a sua melhor campanha na história das eliminatórias. E como única seleção pentacampeã mundial, obviamente o Brasil é um dos favoritos a vencer a competição em 2022 – tanto que, desde já, os melhores sites de apostas vêm sendo extremamente requisitados para os palpites em jogos importantes, como os das últimas rodadas do Campeonato Brasileiro e final da Libertadores, mas devem bater recordes de busca durante o torneio mais importante do futebol mundial. Nesta semana, a seleção canarinho enfrentou a Argentina, nossos maiores rivais, e infelizmente a partida acabou num 0 a 0 amargo.

Contudo, o que acabou chamando a atenção no jogo foi a atuação dos árbitros uruguaios Andrés Cunha, que apitava a partida, e Esteban Ostojic, que comandava o VAR. Isso porque, ambos foram omissos em um lance de agressão, onde o zagueiro argentino Otamendi intencionalmente acerta o atacante brasileiro Raphinha, com uma cotovelada no rosto.

O lance em questão ocorreu aos 33 minutos da primeira etapa, e foi checado pelo VAR, onde Ostojich afirmou que o golpe foi de intensidade média, mesmo que o brasileiro apresentasse um sangramento na boca. O árbitro de vídeo ponderou que a atitude de Otamendi deveria ser punida com cartão amarelo, enquanto Cunha, o juiz que estava em campo, nem viu a existência do golpe, assim como o bandeirinha, Richard Trinidad.

No entanto, neste caso a Conmebol, agiu rapidamente, e já suspendeu ambos os árbitros de suas atividades. De acordo com a entidade máxima do futebol sul-americano, “elas foram analisadas tecnicamente pela comissão, concluindo que os mesmos incorreram em erros graves e manifestos no exercício de suas funções no desenvolvimento da partida”. E a sanção aplicada aos árbitros é válida por tempo indeterminado.

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