Recuo das vendas frente a agosto de 2020 (-8,7%) foi o primeiro depois de quatro altas seguidas

As vendas do varejo na Bahia recuaram (-1,2%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após terem se mantido estáveis na passagem de junho para julho (0,0%), segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.  O desempenho do varejo baiano também foi negativo na comparação de agosto/21 com agosto/20, com queda de 8,7% nas vendas. Foi o primeiro recuo depois de quatro crescimentos seguidos nesse confronto e o pior resultado para um mês de agosto em cinco anos, desde 2016, quando as vendas haviam caído 13,7%.

O desempenho das vendas do varejo baiano, nessa comparação (agosto/2021 X agosto/2020), foi pior que o nacional (-4,1%) e o 19º entre as unidades da Federação. Apenas três estados registraram altas: Mato Grosso do Sul (5,9%), Espírito Santo (5,3%) e Piauí (3,7%). No outro extremo, os piores resultados vieram de Amapá (-14,2%), Acre (-13,5%) e Paraíba (-13,2%).

Apesar do desempenho do mês, as vendas do varejo baiano ainda acumulam alta de 7,2% de janeiro a agosto de 2021 (frente a 10,0% entre janeiro e julho), no confronto com o mesmo período do ano anterior. O resultado na Bahia seguiu acima do nacional (5,1%) e foi o 11o entre os estados.

No acumulado nos 12 meses encerrados em agosto (frente aos 12 meses anteriores), as vendas do comércio varejista na Bahia também seguem avançando (5,1%, frente a 6,5% até julho). O resultado é quase igual ao do Brasil como um todo (5,0%) e o 15o entre as 27 unidades da Federação.

Atividades

Em agosto, na Bahia, 5 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram recuos nas vendas, frente ao mesmo mês de 2020. A queda mais intensa e a principal contribuição para o resultado negativo em geral veio dos móveis e eletrodomésticos (-35,7%). A atividade mostrou seu segundo recuo consecutivo, após seis meses de altas seguidas e de ter fechado o ano de 2020 com o melhor desempenho do varejo no estado (14,5%).

Em seguida, vieram os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,2%), com a segunda maior retração e contribuição para a queda das vendas em geral. Atividade de maior peso na estrutura do comércio na Bahia, os supermercados tiveram, em agosto, seu 10o resultado negativo consecutivo (as vendas recuam desde novembro de 2020).

O desempenho das vendas do comércio na Bahia, em agosto 21/ agosto 20, não foi pior porque teve a influência positiva dos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (23,8%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%) e, em menor intensidade, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,4%).

As três atividades, porém, mostraram desaceleração nas taxas positivas frente a julho, ou seja, suas vendas aumentaram menos em agosto do que haviam aumentado no mês anterior – sobretudo as de vestuário (que haviam avançado 114,8% em julho 21/ julho 20).

Vendas do varejo ampliado

Em agosto, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano seguiu em queda (-1,3%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o terceiro recuo consecutivo nesse indicador, sendo este mais intenso do que o registrado em julho (-0,3%). O resultado da Bahia, porém, ficou acima do verificado no país como um todo (-2,5%).

Já frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo ampliado na Bahia seguiram em alta em agosto (1,4%). Foi um resultado melhor que o do Brasil como um todo, onde houve estagnação (0,0%), e o sexto aumento consecutivo para o estado nesse indicador, ainda que tenha sido o menor crescimento desta série positiva iniciada em março.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

No confronto com agosto de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o sétimo crescimento consecutivo (54,7%). O estado teve, pelo quarto mês seguido, o segundo maior aumento das vendas de veículos entre as 12 unidades da Federação onde a atividade é pesquisada, abaixo só de Pernambuco (64,2%). Ele se deu, porém, em cima de uma forte queda (-27,5%) em agosto 20/agosto 19.

Já as vendas de material de construção na Bahia apresentaram, em agosto, pelo terceiro mês consecutivo, o maior recuo do país dentre os 12 locais onde o segmento é investigado (-25,3%). Foi ainda o maior recuo da série histórica para o indicador no estado, mas se deu em cima de um aumento importante, registrado em agosto de 2020 frente ao mesmo mês em 2019 (30,1%).

De janeiro a agosto de 2021, o varejo ampliado da Bahia seguiu acumulando alta nas vendas (13,8%), acima do Brasil como um todo (9,8%). Nos 12 meses encerrados em agosto, o acumulado também segue positivo (8,1%), em um patamar quase idêntico ao nacional (8,0%).

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