A Tembici, líder em tecnologia para micromobilidade na América Latina, anuncia a captação de US$80 milhões (cerca de 420 milhões), liderado pela Crescera Capital. O valor levantado em Série C será usado para expandir o número de bikes elétricas, aumentar a atuação da empresa em novos países, além de investir em tecnologia e no last mile delivery, nova linha de negócio que será ampliada. A rodada é composta, em sua maioria, por um investimento em equity na companhia, e uma parte contemplada em estruturas de dívidas emitidas por Itaú e Santander, incluindo dívidas ESG e com selo verde.

Comparado ao período de pré-pandemia, a empresa apresentou um crescimento de mais de 50% na receita, 300% em margem bruta e seu EBITDA se tornou positivo. O resultado é fruto da combinação entre patrocínios, receita de advertising e receita de usuários, em linha com a estratégia de crescimento da empresa.

Para Tomás Martins, CEO e co-fundador da Tembici, o novo aporte amplia a oportunidade de mobilidade sustentável nas cidades, que apresenta grande crescimento da indústria e fomentos da bike, além das questões ambientais e sociais envolvendo o modal. “Esse investimento acontece em um momento diferente para nós, nossas outras rodadas permitiram a consolidação do produto, ampliar experiência do usuário e aprovar o modelo de negócio como um todo, além de testar novas iniciativas, como as bicicletas elétricas e como esses projetos podem ser aplicados em diferentes perfis de usuário. Com tudo isso já consolidado, a captação series C é literalmente para continuarmos crescendo. Vamos ampliar os investimentos em tecnologia e dados, consolidar as bicicletas elétricas e o novo modelo de negócio muito focado na cicloentrega. Além disso, estamos muito animados, porque a rodada vai permitir a expansão do serviço não só para as cidades em que já atuamos, mas novos mercados na América Latina”.

Sobre as e-bikes, Tomás afirma que elas são o futuro da mobilidade e investir neste modal é contribuir diretamente para cidades mais inteligentes e sustentáveis. “A e-bike é muito aguardada pelos usuários porque expande a possibilidade de uso diário uma vez que facilita deslocamentos mais longos e com diferentes relevos, exigindo menos esforço de quem pedala. Prova disso é que o número de viagens cresceu 66% comparando janeiro com agosto de 2021. É um modal que impacta diretamente também em economia financeira, já que permite a muitas pessoas, que antes combinavam diferentes meios de transporte em seus trajetos, usem agora apenas a bike para se locomover, resultando em benefícios para o meio ambiente, para a saúde e para o bolso do nosso usuário”, complementa o executivo.

Em 2020, a empresa anunciou um aporte série B, e R$ 30 milhões já foram investidos em tecnologia, com a expansão da equipe, ações de implantação de GPS na frota, melhorias no app, inserção de e-bikes no sistema e melhorias de processos internos que reduziram em 75% o custo com write off comparado com o resultado de 2019.

“Conhecemos a Tembici no final de 2019 e nos interessamos muito pelo negócio composto por um excelente time de empreendedores e colaboradores que levam a sério a cultura necessária para alavancar uma startup. Outro chamariz, é o modelo baseado em ESG, um ativo que está alinhado à tendência mundial de investimentos mais sustentáveis. Além disso, a empresa vem se posicionando também em tecnologia e tem suas decisões focadas em dados. A Tembici tem tudo para se posicionar como o grande player global no setor de mobilidade urbana e acreditamos no potencial de expansão para outros países”, comenta Fernando Silva, sócio na Crescera.

Crescimento ESG – um salto em meio a pandemia

A Tembici vem apresentando crescimento forte nos últimos anos como agente transformador da mobilidade urbana, incluindo estruturas de dívidas emitidas por parceiros estratégicos, como Itaú e Santander.

Há um mês a empresa anunciou o recebimento de uma linha de financiamento ESG de R$29 milhões. Este tipo de empréstimo, que foi realizado em conjunto com o Santander, só é aprovado mediante evidências de compromissos sustentáveis da empresa e condiciona o desconto nos juros à medida que a companhia comprova a performance de indicadores ESG pré-definidos.

As dívidas emitidas junto aos bancos serão utilizadas para expandir as operações da companhia, já responsável por mais de 50 milhões de viagens por ano. 2021 também está marcado pela chegada a uma nova cidade, Brasília – com 70 estações e 500 bikes e pela primeira vez, com marca própria no projeto parte deste investimento verde também será direcionado para o iFood Pedal, projeto pioneiro em parceria com a foodtech iFood.

Em um levantamento recente, 90% dos respondentes afirmaram que pretendem continuar pedalando após o final da pandemia e esse movimento já é percebido pela empresa. “Cada vez mais as pessoas reconhecem a importância da bicicleta como transporte individual, sustentável, acessível e seguro, que gera impactos positivos às cidades”, comenta Tomás.

“Estamos focados em alinhar nossa governança ainda mais com a agenda ESG. Além da contribuição para diminuir impactos ambientais na redução de emissão de carbono, a bicicleta tem um enorme poder de transformação social e, além de fomentar o uso deste modal, estamos investindo cada vez mais em ações que como o projeto Doe 1 Viagem, que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social e o Vai Longe, programa de aceleração que teve sua estreia este ano e vai beneficiar projetos que fomentam o uso da bike nas cidades”, comenta Mauricio Villar, COO e co-fundador da Tembici. “Anunciamos em junho o compromisso de implementar pelo menos mais 10 mil bikes compartilhadas até o fim de 2022. Somente em 2020, registramos mais de 4 mil toneladas de CO² economizadas com pedaladas, que se fossem emitidas, demandariam o plantio de aproximadamente 30 mil árvores”, complementa o executivo.

Planos para o futuro

Fundada pelos empreendedores endeavors Tomás Martins e Maurício Villar em 2010, a Tembici tem como principal patrocinador de seus projetos o Itaú Unibanco e, recentemente, o iFood, nasceu com o objetivo de, por meio da tecnologia e tendo a bicicleta como sua principal aliada, viabilizar e facilitar deslocamentos mais eficientes pelas ruas das cidades. Após anos fomentando a bicicleta como meio de transporte, atualmente a empresa também é pioneira no desenvolvimento de projetos de ciclologística com foco em bikes elétricas. Os projetos da empresa estão presentes nas principais capitais da América Latina como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre, e agora Brasília, além de Buenos Aires na Argentina e Santiago, no Chile. Atualmente, a empresa conta com 16 mil bicicletas na América Latina, sendo 1.000 e-bikes distribuídas entre Rio de Janeiro e São Paulo.

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