Bahia segue como o 4º maior produtor de lenha e carvão por extração do país

O volume dos produtos madeireiros extraídos da natureza continuou a cair na Bahia no ano passado. A produção extrativa de madeira vem perdendo espaço ao longo dos anos em virtude da legislação ambiental que estabelece maior rigor e controle em operações que envolvem espécies nativas. A quantidade de lenha extraída na Bahia cai seguidamente desde 2010 e recuou 8,2%, em relação a 2019, chegando, em 2020, ao seu menor patamar em 34 anos (desde 1986): 1,7 milhão de m³. A redução de 150,7 mil m³ no estado, frente ao ano anterior, foi a maior do país em termos absolutos.  As informações são da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura
(PEVS) 2020, do IBGE.

Mesmo assim, em 2020 a Bahia seguiu como o 4º maior produtor de lenha por extração do país, atrás de Ceará (2,9 milhões de m³), Piauí (2,2 milhão de m³) e Pernambuco (1,9 milhão de m³). Os três municípios baianos que mais extraíram lenha da natureza, em 2020, foram Santa Rita de Cássia (67,5 mil metros cúbicos), Riacho de Santana (66,5 mil m³) e Serra do Ramalho (64,8 mil m³).

A produção de carvão a partir de madeira nativa também caiu na Bahia, de 2019 para 2020 (-5,5%), indo a 45.659 toneladas. Foi o quinto recuo seguido no estado, que manteve, porém, a 4a maior produção de carvão por extração do Brasil, atrás de Maranhão (103.129 t), Pará (72.279 t) e Mato Grosso do Sul (49.280 t).

O município de Baianópolis, que chegou a liderar a produção de carvão da extração no país e era o 2º colocado nacional em 2019, perdeu uma posição e passou a 3º maior produtor do país em 2020, com 16 mil toneladas, atrás apenas de Parnaguá (PI), com 22,7 mil toneladas, e Paragominas (PA), com 19,1 mil toneladas.

O estado tem outros dois municípios entre os dez maiores produtores do Brasil: São Desidério, 2º na Bahia e 6º no país, com 9,5 mil toneladas, e Cristópolis, 3º da Bahia e 10º do Brasil, com 6,5 mil toneladas. A produção de madeira em tora por extração na Bahia caiu 4,4% entre 2019 e 2020, chegando também ao seu menor volume desde 1986: 182.889 m³. O estado seguiu como 9º |produtor do país, num ranking que é liderado por Mato Grosso (3,841 milhões de m³), Pará (3,489 milhões de m³) e Amapá (848,5 mil m³).

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