Álvaro há mais de dez anos sonha em ser dono do próprio negócio, mas devido a instabilidade econômica do país, tem medo de perder suas economias caso o negócio não prospere. Joana construiu uma bela carreira numa instituição financeira, mas queria mesmo é ser professora de Yoga e teme trocar o certo pelo duvidoso. Francisco é um médico admirado por todos os seus pacientes, e desde pequeno revelou-se um artista nato e amor pelas artes, mas não tem coragem de abandonar a segurança e o status da medicina. Douglas com mais de quarenta anos, ainda depende economicamente da família, está desempregado e procurando emprego há meses, mas como não confia em si mesmo, vive recusando oportunidades para prestar serviços em sua área de marketing digital. Flávia com muito suor conseguiu ser aprovada no concurso e seguir a carreira tão sonhada pelos pais, mas o que ela mais queria, era trabalhar na maior agência de publicidade e propaganda da região, mas mesmo assim, quando recebeu uma ótima proposta salarial para trabalhar nessa agência, ela, com o coração partido, disse não. (personagens fictícios, qualquer semelhança é mera coincidência).

O que há em comum entre essas pessoas e carreiras tão distintas? Percebo a combinação perigosa de dois fatores – o medo e a busca de certezas – que tendem a resultar em estagnação, baixa autorrealização e frustração. É preciso desenvolver coragem e autoconfiança para que as pessoas possam ser na carreira e na vida o que elas genuinamente são.

Se você fosse contar a história da sua trajetória profissional, saberia dizer o que predominou até o momento – escolhas e decisões tomadas com base no medo ou no amor?

O medo é uma emoção sustentada pelo apego, pelo temor de perder e pela necessidade de conservar o que já existe.

O amor impulsiona a busca, faz o indivíduo olhar para o que se pode ganhar. Estimula a construir, a se arriscar e a conquistar, e por isso, gera renovação e criatividade.

O medo é querer o que já se tem. O amor é querer mais!

A única certeza que temos que ter, é a de quem nós somos. O autoconhecimento é a chave para acessar dentro, o que a maioria das pessoas fica buscando fora – segurança e estabilidade

Convites são recusados, iniciativas são abortadas, oportunidades e sonhos são perdidos porque não há garantias, nem certezas e nem nunca haverá.

A única certeza que temos que ter, é a de quem nós somos. O autoconhecimento é a chave para acessar dentro, o que a maioria das pessoas fica buscando fora – segurança e estabilidade. Quando conhecemos a nós mesmos, em momentos decisivos, podemos consultar o coração e perceber se aquela escolha faz sentido ou não; podemos identificar se quem está escolhendo somos nós adultos ou se estamos deixando prevalecer a criança insegurança que há dentro da gente ou as pessoas influentes da nossa vida.

Com autoconhecimento podemos apurar o que faz ou não faz sentido, perceber o que flui naturalmente e o que demanda muito esforço. O sentido não torna as coisas mais fáceis, mas faz a vida ficar mais leve.

Não existe fórmula que assegure a escolha certa. Cada ser é único e tem sua própria jornada e um caminho inédito para percorrer. A felicidade se concretiza quando você deixa de fazer comparações e pára de tentar copiar o que supostamente deu certo para outros. Infelicidade é não viver a própria história, é passar a vida reproduzindo um modelo que não lhe cabe.

Já a fórmula para o insucesso existe: tentar agradar a todos e escolher sempre o caminho mais fácil. E não por acaso, essa também é a trilha do medo.

E o amor? Ah, esse adora se aventurar, não segue padrões e nem se deixa aprisionar pelo conhecido, detesta acomodação e é movido pelo propósito.

Sempre é tempo de se deixar ser conduzido pelo amor, mas é você quem decide!

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