Setor de serviços na Bahia tem alta de quase 29% em julho, diz IBGE

O crescimento do setor como um todo foi puxado pelos serviços prestados às famílias (Foto: Licia Rubinstein/Ag. IBGE)

O volume do setor de serviços na Bahia, em julho,  recuou na comparação com o mês anterior (-0,7%), na série com ajuste sazonal, mostrando um segundo resultado negativo consecutivo, após também ter caído na passagem de maio para junho (-0,5%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.  Foi um desempenho abaixo do verificado no país como um todo (onde houve alta de 1,1%) e o 10o pior resultado entre as unidades da Federação. Na comparação com julho de 2020, porém, os serviços na Bahia seguiram com crescimento importante (28,7%).

Foi o quarto resultado positivo nessa comparação com o mesmo mês do ano anterior e o segundo maior avanço para o setor no estado em toda a série histórica da PMS (iniciada em 2012 para esse indicador), superando o registrado em junho/21 (28,3%) e só perdendo para a taxa de maio/21 (33,9%).  Entretanto, a alta se deu, mais uma vez, em cima de uma forte queda enfrentada em julho de 2020, frente ao mesmo mês de 2019 (-26,3%).

Nesse confronto interanual, os serviços também cresceram no Brasil como um todo (17,8%) e em quase todos os estados. Apenas Rondônia teve queda (-0,9%), enquanto Alagoas (40,7%), Acre (35,3%) e Roraima (33,1%) tiveram as maiores altas. A Bahia teve o quinto melhor resultado.

Assim, no acumulado de janeiro a julho de 2021, frente ao mesmo período de 2020, os serviços baianos cresceram 9,5%, sustentando um resultado positivo e acelerando em relação ao crescimento acumulado até junho (de 6,6%). Ainda assim, a taxa segue menor que a do país como um todo (10,7%) e é apenas a 15ª  entre as 27 unidades da Federação. Todos os estados mostraram avanço nesse indicador.

No acumulado em 12 meses, o setor de serviços baiano mostrou, em julho, sua primeira variação positiva em quase seis anos (0,2%). Ele vinha com recuos seguidos nesse indicador anualizado desde setembro de 2015.  Ainda assim, foi um resultado bem aquém do nacional (2,9%) e o 9o pior entre os 27 estados, empatado com Rio Grande do Sul e Paraíba. Nesse confronto, o setor apresenta altas em 19 das 27 unidades da Federação.

Atividades

Em julho, o perfil de desempenho do volume do setor de serviços na Bahia foi bem semelhante ao do mês anterior (junho). O avanço frente a julho de 2020 (28,7%) foi resultado de altas em quatro dos cinco grupos de atividades investigados pelo IBGE. Apenas os outros serviços recuaram (-4,3%), mostrando um segundo resultado negativo consecutivo.

O crescimento do setor como um todo foi puxado, pelo quarto mês consecutivo, pelos serviços prestados às famílias (381,3%). O volume da atividade teve uma nova alta recorde, quase quatro vezes maior que a queda registrada em julho de 2020 frente ao mesmo mês em 2019, que havia sido de -79,9%. Foi o quarto resultado positivo consecutivo para essa atividade, depois de 13 quedas seguidas (de março/20 a março/21).

O segundo maior crescimento veio, mais uma vez, dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (35,3%), que também exerceram a segunda influência mais positiva no resultado geral de julho.O segmento mostrou seu quinto avanço seguido e é o único com crescimento no acumulado nos 12 meses encerrados em julho (6,4%).

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