A oitava estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2021, prevê, em agosto, que a produção deve chegar a 10.463.382 toneladas neste ano. Assim, deverá ser 4% superior à safra recorde de 2020 (10.063.245 toneladas).  Isso apesar de a previsão de agosto ter ficado 0,8% menor que a de julho, quando a estimativa era de uma safra de 10.542.882 toneladas de grãos em 2021, no estado.

A principal razão para essa queda de um mês para o outro foi a revisão negativa da produção de milho 2ª safra.  De julho para agosto, a previsão da 2ª safra de milho em 2021 caiu 11,3% ou menos 70 mil toneladas, chegando a 550.000 toneladas. Este número é também 31,3% menor que a safra 2020 (800.000 toneladas).

A queda da previsão da 2ª safra de milho entre julho e agosto se deu unicamente por conta da diminuição do rendimento médio, de 2.385 para 2.115 kg por hectare. A área plantada permaneceu a mesma: 260 mil hectares.

Entre os grãos, também apresentaram queda na previsão, de julho para agosto, as produções de feijão 2ª safra e mamona.  A estimativa para a 2ª safra de feijão recuou 7,1% (menos 7 mil toneladas) entre os dois meses, chegando a 92.200 toneladas. Este número é também 40,2% menor que o de 2020 (154.200 toneladas).

Em relação à mamona, a queda foi de 7,2% (-2,5 mil toneladas), o que fez com que a estimativa chegasse a 32.000 toneladas. A safra 2021 deverá ser 11,1% menor que a de 2020 (36.000 t).

Em nível nacional, a estimativa de agosto para a safra de grãos 2021 também apresentou queda. Neste ano, a produção brasileira deve chegar a 251,7 milhões de toneladas, 1,0% menor que a safra recorde do ano passado (que foi de 254,1 milhões de toneladas) e 1,7% inferior à previsão de julho (256,1 milhões de toneladas).

A partir das informações desta oitava estimativa, a Bahia deverá manter, em 2021, a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 4,2% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança, com 28,2% do total, seguido por Rio Grande do Sul (14,9%) e Paraná (13,5%).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Produtos

A previsão de agosto é que, em 2021, 16 das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA/IBGE na Bahia sejam maiores que as de 2020.

O crescimento de 4,3% na previsão da safra de cacau entre julho e agosto, fez com que a estimativa para o produto em 2021 chegasse a 120.045 toneladas, ultrapassando em 1,7% a marca registrada em 2020, que foi de 118.018 toneladas.

Frente ao ano passado, as produções com previsão de maior crescimento no estado, em termos absolutos, são as de soja (+764.000 toneladas ou +12,6%), cana-de-açúcar (+300.000 toneladas ou +5,8%) e milho 1ª safra (+99.800 toneladas ou +5,5%)

Por outro lado, milho 2ª safra (-250.000 toneladas ou -31,3%), algodão herbáceo (-207.000 toneladas ou -14,0%) e mandioca (-101.498 toneladas ou -10,5%) lideram as quedas absolutas de produção, nesta oitava estimativa.

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