Após cinco meses, consumo nas classes C e D volta a crescer na Bahia

O cenário de retração em 2021 no consumo nas classes C e D mudou, e a Bahia fechou julho com um crescimento de 3% ante o mês anterior. O resultado encerra a série negativa de junho (-1%), maio (-3%), abril (-3%) e março (-10%) e fevereiro (-18%). Os dados são da pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech do Grupo Santander, realizada mensalmente e com objetivo de traçar o perfil do consumidor das classes C e D. No levantamento nacional, a pesquisa apontou crescimento de 5%.

Os principais setores que apresentaram alta na Bahia foram companhias aéreas (52%), rede online (17%), combustível (17%), supermercado (12%), restaurantes (10%), hotéis e motéis (9%), drogaria e farmácia (9%) e transportes (5%). Recuaram os gastos com os setores automóveis e veículos (-10%), telecomunicações (-7%) e serviços (-6%).

Em relação aos três estados do Nordeste avaliados pela Superdigital, o resultado da Bahia foi inferior ao desempenho do Ceará, com crescimento de 10% e de Pernambuco, 7%. Ambos vinham de retrações também em junho, em relação a maio, de 3% e 1%, respectivamente.

Quase todas as regiões registraram crescimento, mas as que impulsionaram o resultado positivo total foram Norte (23,5%) e Nordeste (8,5%). O Sul avançou 7,7%, enquanto o Sudeste, 3,5%. Já o Centro-Oeste teve leve queda de 0,5%.

Vacinação

Segundo Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, os números de julho consolidam a recuperação no consumo destas classes sociais, dado o histórico dos últimos dois meses. “Tivemos uma leve queda em junho em decorrência de um alto crescimento em maio, principalmente, por conta do Dia das Mães. A tendência é que o segundo semestre mostre uma recuperação mais robusta à medida que a vacinação contra Covid-19 avance e setores da economia que ainda sofreram bastante no primeiro semestre comecem a se recuperar”, diz.

Os setores que mostraram recuperação mais significativa no consumo foram rede online (8%), transportes (7%), restaurantes (6%), supermercado (5%),  prestadores de serviços (5%) e combustível (5%). Na outra ponta, os gastos que mais caíram foram com diversão e entretenimento (-8%).

O levantamento mostra também que o principal gasto no orçamento ainda é em Supermercados (35%), seguindo de Rrestaurantes (12%) e lojas de artigos diversos (11%), com uma pequena variação entre os meses de junho e julho.

Em julho, 82% dos gastos totais foram feitos presencialmente, o que representa um ponto percentual a mais em comparação a junho. Observa-se, por exemplo, crescimento de 4% nos gastos em restaurantes e de 22% em diversão e entretenimento.

Em relação ao ticket médio, houve aumento significativo nos setores rede online (9%), transporte (5%), prestadores de serviços (3%) e combustível (2%). Na avaliação da executiva, a inflação dos últimos meses, acima da meta, tem contribuído para esse aumento do ticket médio em alguns itens. “É cada vez mais fundamental o aprimoramento e crescimento da educação financeira também nas classes sociais C e D”, explica.

Os dados completos da pesquisa podem ser consultados no endereço: https://superdigital.com.br/blog/images/Indice_Jul21_Estados.pdf.

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