Produção da indústria baiana registra queda de quase 8%

A produção industrial baiana segue com as maiores quedas do país no acumulado no ano de 2021 (Foto: Miguel Ângelo/CNI)

A produção industrial da Bahia seguiu em alta (10,5%) em junho frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal. Foi o segundo aumento consecutivo para o estado nesse comparativo e o melhor desempenho para um mês de junho desde 2018 (quando o aumento havia sido de 15,1%).  O crescimento da produção industrial baiana, na passagem de maio para junho, foi o maior entre os 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional do IBGE, ficando bem acima do resultado nacional (0,0%).

Apesar do resultado positivo na passagem de maio para junho, o setor fabril da Bahia segue com produção muito aquém da verificada antes do início da pandemia da Covid-19, operando num patamar 28,4% abaixo de fevereiro de 2020. O resultado também é negativo em relação a junho de 2020, com queda de 7,9% na produção industrial baiana. O estado apresentou a sexta retração consecutiva neste indicador.

O resultado da produção industrial na Bahia foi o segundo pior do país no comparativo com junho/20. A única queda mais intensa foi registrada no Pará (-8%). O desempenho baiano esteve ainda muito aquém do nacional (12%).

A Bahia também segue com os piores índices do Brasil no acumulado no primeiro semestre de 2021 frente ao mesmo período do ano anterior (-15%) e nos 12 meses encerrados em junho (-8,7%). Em ambos os indicadores, os resultados estão aquém dos apresentados pela indústria nacional (12,9% e 6,6%, respectivamente).

Celulose e produtos de papel

O recuo na produção industrial da Bahia na comparação com junho de 2020 (-7,9%) se deu por conta da sexta queda seguida na indústria de transformação (-8,6%). Por outro lado, a indústria extrativa (2,9%) apresentou o seu quinto resultado positivo consecutivo.

A queda geral no mês se deu por conta de retrações em 6 das 11 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente no estado, com destaques para fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-52,5%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-13,1%).

A fabricação de celulose e produtos de papel apresentou a sua segunda queda consecutiva. Por sua vez, a atividade de derivados do petróleo, que tem o maior peso na estrutura do setor industrial no estado, cai seguidamente há sete meses, desde dezembro de 2020.

O recuo mais intenso em junho 21/ junho 20 veio da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-77,9%), que teve o terceiro principal impacto no resultado negativo do setor em geral. A atividade tem o pior desempenho do estado no primeiro semestre de 2021, com queda acumulada de -93,3%.

Entre as cinco atividades industriais com aumento de produção em junho 21/junho 20 na Bahia, os principais destaques em contribuição para segurar a queda da indústria no mês, vieram, respectivamente, da fabricação de outros produtos químicos (com alta de 12,6%) e da preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (78,7%). Esta última tem o melhor desempenho no primeiro semestre do ano, com alta de 46,8%.

Outra atividade com crescimento significativo, mas peso menor para o resultado da indústria baiana em geral, foi a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que teve o maior aumento em junho (92,8%).

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