Petrobras fecha 2º trimestre do ano com lucro líquido de R$42,1 bilhões

Resultado positivo permitirá antecipar pagamento de dividendos à União e aos acionistas minoritários (Foto: Ag. Petrobras)

A Petrobras atingiu excelentes resultados operacionais e financeiros no segundo trimestre de 2021, com lucro líquido de US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 42,1 bilhões), impactado positivamente pelo efeito da apreciação do real sobre a dívida. Em igual período do ano passado, a estatal amargou prejuízo de US$ 417 milhões. Entre os destaques do segundo treimestre deste ano, estão a geração de fluxo de caixa operacional e a de fluxo de caixa livre, totalizando US$ 10,8 bilhões e US$ 9,3 bilhões, respectivamente, e o EBITDA ajustado de US$ 11,8 bilhões, 32% acima do trimestre anterior.

Em função desse resultado, o Conselho de Administração da companhia aprovou a antecipação do pagamento de remuneração ao acionista referente ao exercício de 2021 no montante de US$ 6 bilhões, sendo US$ 4 bilhões [R$ 21 bilhões] a serem pagos em 25 de agosto deste ano e US$ 2 bilhões [R$ 10,6 bilhões] em 15 de dezembro de 2021. Dessa forma, a Petrobras compartilha os ganhos financeiros com a sociedade brasileira. A União, acionista controlador, receberá R$ 11,6 bilhões desse valor e, somadas as parcelas já pagas, o montante chegará ao final de 2021 em R$ 15,4 bilhões.

“É um prazer apresentar os excelentes resultados operacionais e financeiros do segundo trimestre de 2021. Continuamos trabalhando duro, amparados em decisões absolutamente técnicas; evoluindo e tornando-nos mais fortes para melhor investir, suprir um mercado cada vez mais exigente e gerar prosperidade para nossos acionistas e para a sociedade”, afirmou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

A Petrobras segue também comprometida com a redução do endividamento e, neste segundo trimestre, chegou a uma dívida bruta de US$ 63,7 bilhões, 10,3% inferior ao trimestre passado. Esse valor está abaixo da previsão para 2021 (US$ 67 bilhões) e muito próxima do objetivo de atingir US$ 60 bilhões, inicialmente previsto para o fim de 2022. A Dívida Líquida/EBITDA ajustado atingiu 1,49x ao final do segundo trimestre, melhor marca desde o terceiro trimestre de 2011, quando os arrendamentos ainda não faziam parte do endividamento.

“Os resultados alcançados neste trimestre decorrem da nossa resiliência, foco nos melhores ativos e da nossa capacidade de adaptação. Ressalto ainda a forte desalavancagem, as conquistas com o processo de gestão de portfólio e, não menos importante, o substancial pagamento de dividendos como reconhecimento aos nossos acionistas. Trabalharemos para fazer com que esse pagamento percentual aumente ainda mais ao longo dos anos”, afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo.

Produção

Os resultados operacionais também se destacaram pela produção média de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 1,1% acima do primeiro trimestre, sendo que os campos do pré-sal contribuíram com 1,96 milhão de boed, o equivalente a 70% do total. Tais resultados confirmam a estratégia bem-sucedida de gestão de portfólio da companhia, ao reduzir a presença em negócios de baixa aderência a sua carteira de ativos para realocar recursos em projetos e ativos de maior produtividade e que que maximizam o retorno sobre o capital empregado.

Neste ano, até 31 de julho, a entrada de caixa referente à venda de ativos atingiu o valor de US$ 2,8 bilhões. Além da assinatura da venda da Gaspetro, concluímos no período as seguintes operações: a oferta pública da participação remanescente na BR, a venda dos campos de Frade e Dó-Ré-Mi, do Polo Rio Ventura, das Sociedades Eólicas Mangue Seco 1, Mangue Seco 2, Mangue Seco 3 e Mangue Seco 4, da Petrobras Uruguay Distribución (PUDSA), da BSBios e da participação remanescente de 10% na NTS.

Estes recursos permitirão aumentar investimentos em projetos promissores como, por exemplo, o desenvolvimento de campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e que permite uma produção de petróleo e gás duplamente resiliente, com baixa intensidade de emissões de carbono e baixos custos.

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