Comércio encerra o 1º semestre com alta nas vendas de 22,8%

O comércio baiano deve fechar 2021 com crescimento de 11,7% (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícia)

O comércio baiano faturou R$9 bilhões  em junho, alta anual de 24,4%, segundo levantamento da Fecomércio-BA com base nos dados da PMC, do IBGE. Lembrando que a comparação mais adequada é com o mesmo mês antes da pandemia, em junho de 2019, o saldo também foi positivo em 11,3%. No fechamento do semestre, as vendas subiram 22,8%, o que significa, em termos monetários, R$9,7 bilhões  a mais movimentados no varejo baiano no período.

Para o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, são dois grupos que ainda não conseguiram superar o faturamento pré-pandemia: vestuário & calçados (-31,7%) e outras atividades (-7%).

“O primeiro sofre com a dificuldade de inserção dos produtos no mercado digital e conta com a redução da necessidade das pessoas na renovação de guarda-roupa. Já o segundo que, em grande parte, é influenciado pelas vendas de combustíveis como gasolina e gás, tem o impacto da redução de circulação de veículos em relação aos períodos anteriores a pandemia”, esclarece Dietze.

Também participam desse conjunto as joalherias, lojas de artigos esportivos, entre outros que foram impactados pelas restrições de funcionamento e de movimentação de pessoas. “No campo positivo, o destaque na comparação com 2019 foi o setor de materiais de construção, com alta de 44,7% e um faturamento de R$764 milhões. Na sequência aparecem as lojas de eletrodomésticos e  eletrônicos com variação de 36,3%. Parte do crescimento vem de fato pelo aumento da demanda, porém há o aumento dos preços destes tipos de produtos que subiram muito acima da inflação média geral e que influencia no faturamento mais alto”, pontua o economista da Federação.

Móveis 

As lojas de móveis e decoração também se destacam com crescimento de 28,1% na comparação com junho de 2019. Ainda na faixa dos 20% estão: veículos e motos (23,2%) e farmácias e perfumarias (20,4%).

E, por fim, os supermercados que registraram um faturamento de R$1,3 bilhão, alta de 2,5% em relação a 2019. “Esse setor foi o único que retraiu na comparação com 2020, pois no ano passado o desempenho foi muito favorável. Ou seja, a queda anual não significa que o setor está indo mal, pelo contrário, está faturando próximo das máximas históricas”, cita Dietze.

É importante sempre apontar os desafios, sobretudo do alto nível do desemprego e da inflação, que vêm afluindo o poder de compra das famílias do Estado. “A inflação será um limitador para o crescimento do comércio, pois não se trata de uma questão pontual, de curto prazo, mas um problema estrutural, o que deve continuar pesando no bolso, pelo menos, até o próximo ano”, diz o economista.

De qualquer forma, com os dados do semestre já é possível fazer uma projeção preliminar do final do ano. De acordo com os cálculos, o comércio deve fechar 2021 com crescimento de 11,7%, ante a queda de 7% vista no ano passado. E as vendas em dezembro, mês do Natal, devem subir 8,2%.

“Portanto, sob qualquer ótica, os números são favoráveis. É a recuperação do comércio que contribuirá para a retomada da economia e do emprego, variável essencial para dar sustentação de longo prazo para o consumo no Estado”, destaca Dietze.

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