Bahia apresenta retração no consumo nas classes C e D

Supermercado continua sendo o setor mais representativo, com 34% do total de gastos (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Apesar dos sucessivos números negativos de consumo das classes C e D, a Bahia apresentou, em junho, um percentual de retração inferior a meses anteriores de 2021. Segundo a Pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech do Banco Santander, o estado fechou com queda de 1% ante a maio – nesse mês, o declínio foi de 3%, repetindo o desempenho de abril. As quedas de março e fevereiro foram, respectivamente, de 10% e 18%.

O consumo na Bahia foi puxado novamente para baixo sobretudo pelos setores de diversão e entretenimento (-21%), drogaria/farmácia (-4%) e combustível (-3%). Em contrapartida, cresceram companhias aéreas (41%), rede online e automóveis (ambos 31%), hotéis e motéis (28%) e lojas de roupas (9%).

Os números da Bahia, ao menos, não foram piores percentualmente que dos demais estados do Nordeste pesquisados pela Superdigital. Pernambuco também retrocedeu em 1% e o Ceará, em 3%. Os baianos ficaram acima da média nacional, como aponta o levantamento da fintech do Grupo Santander, que verificou uma queda nas compras no País de 5% em junho, depois de ter subido 8% em maio.

A maioria das regiões do Brasil apresentou queda em junho comparado com o mês anterior. A queda mais expressiva, com 17%, foi vista na região Norte, seguida por Sul (-7%), Nordeste (-4,5%) e Sudeste (-4%). O Centro-Oeste foi exceção e teve uma leve alta de 0,5%.

No Brasil em geral, os recuos mais significativos foram vistos nos setores de diversão e entretenimento (-9%), prestadores de serviços (-7%), serviços (-7%), telecomunicações (-5%) e drogaria e farmácia (-4%). Na outra ponta, cresceram os gastos com companhias aéreas (21%), rede online (12%), hotéis e motéis (8%) e automóveis e veículos (3%).

Supermercados

O levantamento da Superdigital mostrou que não houve grandes mudanças na divisão dos gastos mensais das classes C e D. Supermercado continua sendo o setor mais representativo, com 34% do total, seguido de restaurantes (12%) e lojas de artigos diversos (11%).

Em junho, 81% dos gastos totais foram feitos presencialmente. Contudo, foi possível observar pelo estudo da fintech que caiu a participação online no total dos gastos online com serviços, prestadores de serviços e diversão e entretenimento.

Na avaliação de Luciana Godoy, CEO da Superdigital no Brasil, as pessoas estão se sentindo mais seguras para irem às ruas e consumirem. “Podemos ver um grande aumento nos gastos do setor de turismo, com companhias aéreas e hotéis. Ou seja, as pessoas, aos poucos, estão voltando a viajar. Acreditamos que o recuo nos gastos gerais em junho seja pontual. Também não podemos esquecer que maio foi um mês de grande recuperação e com uma data importante para o comércio, que foi o Dia das Mães. Por isso, para nós, era esperado que junho apresentasse arrefecimento, mas continuamos acreditando num segundo semestre bom para o varejo”, avalia a executiva.

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