Não é novidade que o mundo dos esportes se assemelha muito ao mundo dos negócios e ao universo de gestão de pessoas, possuindo desse modo, muitas conexões com a carreira. Afinal, muitas habilidades exigidas nos esportes também são importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional. Todo profissional que tem como objetivo crescer na própria carreira deve dedicar muitas horas para alcançar o melhor desempenho, assim como os esportistas.

A ambiência dos esportes é um meio privilegiado de educação, um forte canal de humanização, formação de caráter e desenvolvimento de cidadania, liderança e comportamentos relevantes para a trajetória profissional e para a vida.
Observar por exemplo, as competições, os bastidores e a história dos atletas das Olimpíadas de Toquio, tem sido uma excelente oportunidade de reflexão e aprendizado.

Não dá para negligenciar ensinamentos que são tão valiosos para o êxito tanto no esporte quanto para a vida e carreira.

Um dos fatores que chama a atenção nas competições olímpicas é a paixão, a garra, a vontade de vencer dos atletas. Um compromisso explícito dos times e esportistas com a missão a qual escolheram e foram designados. Além da missão coletiva, de defender o time e a nação, existe a missão particular de cada um, a história de luta, sonhos, anseios e persistência, que conduziu todo esportista até aquele momento da competição, que literalmente vale ouro. Fico me perguntando que elementos estão por trás desse brilho nos olhos, dessa tenacidade e vigor, e o que seria necessário para despertá-los em relação à carreira, quando essa não está vinculada a área esportiva? Paixão pelo que faz, acreditar nos motivos que o levaram a essa busca, lutar pelo o que acredita e assumir o compromisso de executar o melhor possível, em favor de concretizar um propósito maior do que a realização dos próprios objetivos e anseios.

Assim como no esporte, nos negócios e na carreira quando se acredita que vale à pena lutar, encontra-se forças e formas de persistir jogando, mesmo quando se sente enfraquecido. Movidos por propósito conseguimos jogar mesmo em situações críticas.

E para coroar todo o esforço e dedicação é preciso aprender mais uma coisa com o mundo do esporte: a celebração! Você já observou quanta vibração, entusiasmo, energia e reconhecimento de todo o time explodem no momento da vitória? É de arrepiar!

Adversidades e momentos difíceis não significam que você está fora do jogo. No entanto, se você deixa de perceber sentido no que está fazendo e o medo e a dúvida tornam-se maiores do que a crença em si mesmo, nesse momento, você passa a ser o seu maior adversário.

O principal gatilho para você se tornar o seu maior oponente, é uma saúde mental precária. Simone Biles, a estrela da ginástica olímpica, deixou esse legado histórico, de abrir mão da competição por perceber no momento da prova que ela não teria condições de vencer a si mesma, revelando que a insegurança e a baixa autoconfiança podem ser os maiores vilões contra a própria realização e desempenho. É preciso muito foco e resiliência para ignorar os pensamentos negativos que atormentam a mente e fazer o que precisa ser feito.

O segredo da alta performance está na disciplina, atitude número um dos esportistas: dizer não para o que você gostaria de fazer, priorizando o que tem que ser feito.

Segundo César Augusto Cielo, campeão brasileiro de natação, “os atletas de alta performance não são constantemente excelentes, mas são excelentes em serem constantes. Eles treinam quando estão bem e quando não estão. Portanto, o foco deve ser na constância e no esforço, não na perfeição”.

Segundo Bernadinho, ex-técnico da seleção masculina de vôlei, para implantar uma cultura de excelência é preciso ter um “mindset” de crescimento, a busca contínua de melhorias graduais. Afinal, o resultado do passado não garante nada no futuro, apenas mais responsabilidades e expectativas de se fazer ainda melhor.

Essas exigências demandam ainda mais investimento na saúde mental e no fortalecimento da capacidade de gerenciar as emoções.

Vitórias e derrotas, sucesso e fracasso mobilizam emoções e situações a serem administradas com inteligência emocional. Ninguém vai brilhar e estar no auge o tempo todo. É preciso resiliência para passar pelos altos e baixos e pelas frustrações inerentes ao jogo da vida. Ora somos reconhecidos e promovidos a capitães do time, ora somos preteridos e colocados no time reserva, ora podemos ser protagonistas, ora coadjuvantes. Atuar com leveza e diversão como os medalhistas brasileiros Rayssa Leal e Ítalo Ferreira, ainda é para poucos.

Estar com a saúde mental em dia, inclui ser livre e não refém do reconhecimento externo, assim como, compreender que as escolhas e atitudes fora do campo, ou seja, na vida pessoal, também importam e fazem a diferença. Administrar a vaidade, zelar pelos relacionamentos e vínculos significativos, buscar equilíbrio e fazer escolhas saudáveis refletem na performance e asseguram uma carreira sustentável.

E para coroar todo o esforço e dedicação é preciso aprender mais uma coisa com o mundo do esporte: a celebração! Você já observou quanta vibração, entusiasmo, energia e reconhecimento de todo o time explodem no momento da vitória? É de arrepiar!

Eu espero que a essa altura do campeonato, você saiba e reconheça o craque que você é e que receba os prêmios que merece!

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