Olho ao meu redor e fico observando as pessoas e suas relações com a própria carreira e com o trabalho. Percebo realidades diversas, mas um ponto muito comum entre elas: uma insatisfação gerando questionamentos, um desejo de mudar e ao mesmo tempo, a permanência na situação insatisfatória. Uma espécie de conformismo desconcertante de que a vida é assim mesmo, que é melhor um pássaro na mão do que dois voando, que o seguro morreu de velho ou que ainda não chegou a hora de fazer a mudança. E os dias vão passando com sabor de espera.

Espera-se um dia ter mais tempo para estar com a família, um dia ter uma rotina mais equilibrada, um dia trabalhar com o que ama, um dia receber o merecido reconhecimento, um dia empreender o próprio negócio… Um dia finalmente viver a vida que almeja, de preferência sem que tenha sido necessário dar um basta, dizer não e assumir os riscos da mudança.

Esse cenário me lembra uma frase que li em certa ocasião, “as pessoas não querem mudar, elas querem ser mudadas”. Muitas vezes, preferem que a vida provoque a mudança, como se não houvesse escolha e lhes coubesse apenas acatar o ocorrido, seja uma demissão, desemprego, adoecimento ou episódio semelhante no qual parece não haver alternativa.

Mudar implica em se movimentar, em se responsabilizar pelas consequências, em romper com o velho e passar pelo processo de transição. É topar, sem garantias, a pagar o preço para obter os ganhos. Arriscado, não é mesmo? Não importa o tamanho da mudança, seja de emprego, profissão, carreira ou estilo de vida. É preciso decidir. Decidir a decidir por mais inseguro que se sinta. Somente a decisão poderá interromper o ciclo de repetição do cenário indesejado.

Guimarães Rosa alertou em sua obra Grande Sertão Veredas, “viver é muito perigoso! Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra”.

Aí eu lhe pergunto: se você não tem coragem de fazer a mudança que lhe trará maior satisfação e bem-estar, tem coragem de continuar levando uma vida insatisfatória?”

E se eu lhe disser que para mudar de emprego, carreira ou de relacionamento com o trabalho, não precisa de coragem, e sim de autoconhecimento e planejamento? Não tem como experimentar plenitude e felicidade, na carreira e na vida, enquanto você não tem clareza de quem você é. Além disso, é necessário estratégia. Definir prioridades, ações e fazer o melhor que puder com os recursos que tiver.

Você tem se sentido perdido e perguntado quem é você, onde está e para onde vai? Se algo na sua vida profissional não está fazendo sentido, decida iniciar a transformação e não a se conformar.

Sugiro que reflita e responda as seguintes questões:

  • O que você faria faria se não tivesse medo?
  • Se permanecer onde está hoje, como acha que se sentirá no futuro?
  • O que de mais grave pode acontecer se você mudar a rota e efetuar a mudança que almeja?
  • Quais as forças, virtudes e recursos que você possui que podem lhe impulsionar?

Lembre-se, mudar dói, mas não tanto quanto permancer em um lugar que não é o seu.

Inicie sua transformação, antes tarde do que nunca e quanto antes melhor!

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