Vendas do comércio baiano crescem quase 30% em maio, mostra IBGE

As vendas do setor de vestuário registraram um crescimento de 410% no mês de maio (Foto: Cláudio Vieira/PMSJC)

As vendas do varejo na Bahia seguiram em alta, em maio, ficando 2,9% maiores do que em abril, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo avanço consecutivo nessa comparação – as vendas haviam crescido 11,4% de março para abril, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (7). O desempenho do varejo baiano também foi bastante positivo na comparação de maio/21 com maio/20, com avanço de 29,4%.  Foi o segundo maior crescimento para o estado, nessa comparação, em toda a série histórica da PMC, iniciada em 2001 para o indicador interanual.  O resultado veio, porém, em cima de uma intensa queda verificada em maio de 2020, frente a 2019 (-20,8%, o segundo recuo mais profundo desde o início da pesquisa).

Também foi o segundo avanço consecutivo nas vendas do varejo baiano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde outubro de 2020, bem maior que o do país como um todo (16,0%) e o sétimo entre os estados.

Com o desempenho de abril para maio, o volume de vendas do comércio varejista na Bahia já está 4,3% acima do patamar verificado no pré-pandemia, em fevereiro de 2020. Com o desempenho do mês, o varejo baiano acumula alta de 9,5% nas vendas, entre janeiro e maio de 2021, frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado no estado está acima do nacional (6,8%).

O desempenho do setor na Bahia também passou a ser positivo no acumulado nos 12 meses encerrados em maio (frente aos 12 meses anteriores), com alta de 3,5%. É o primeiro crescimento das vendas nessa comparação desde março de 2020, quando se iniciou a pandemia. O Brasil como um todo mostra avanço de 5,4% nas vendas do varejo, nos 12 meses encerrados em maio.

Atividades

Em maio, na Bahia, pelo segundo mês consecutivo, 7 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram aumentos nas vendas, frente ao mesmo mês de 2020.  A taxa mais positiva veio mais uma vez do segmento de tecidos, vestuário e calçados (410,3%), que teve novo avanço recorde, superando com folga a queda que havia sido registrada em maio de 2020, frente a 2019 (-81,0%).

Com o forte avanço, a atividade já mostra crescimento nas vendas no acumulado entre janeiro e maio deste ano (20,2%), frente ao mesmo período do ano passado, embora siga em queda no acumulado em 12 meses (-12,0%).

Com a segunda maior alta, as vendas de outros artigos de uso pessoal (97,2%) tiveram a segunda principal contribuição para o bom resultado geral do varejo baiano em maio. A atividade, que concentra as vendas dos grandes varejistas on-line, apresentou seu terceiro resultado positivo consecutivo.

Assim como havia ocorrido em abril, o único resultado negativo do varejo baiano em maio 21/maio 20 veio dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,2%).

Segmento de maior peso na estrutura do comércio na Bahia, ele mostrou o sétimo resultado negativo consecutivo (recua desde novembro de 2020) e já acumula perda de -9,3% no ano, segundo pior resultado entre as atividades, à frente apenas de livros, jornais, revistas e papelaria (-35,4%).

Vendas do varejo ampliado 

Em maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano seguiu em crescimento (4,3%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo resultado positivo consecutivo para o indicador no estado e acima do nacional (3,8%).

Frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo ampliado na Bahia também cresceram em maio (44,0%). Foi um resultado melhor que o do Brasil como um todo (26,2%) e o terceiro aumento consecutivo para o estado.

Foi ainda o segundo maior avanço das vendas do varejo ampliado desde o início da série histórica da PMC para esse indicador, em 2015, inferior apenas ao apresentado em abril (52,5%). Entretanto, esse crescimento se deu em cima da segunda maior queda na série histórica (-27,4%), registrada em maio de 2020, frente ao mesmo mês de 2019.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

No confronto com maio de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o quarto crescimento consecutivo (142,1%). O estado teve o segundo maior aumento do país no mês entre as 12 unidades da Federação onde o indicador é pesquisado, abaixo apenas de Pernambuco (161,8%)

Este foi também o segundo maior crescimento da venda de veículos da série histórica, iniciada em 2001, inferior apenas ao registrado em abril (146,2%). Porém, o aumento se deu em cima da segunda maior queda da série histórica para a Bahia (-53,6% em maio20/maio19).

As vendas de material de construção também se mantiveram em alta no estado (3,5%), em maio, mostrando o terceiro resultado positivo consecutivo, porém apresentando o menor crescimento do país.

No acumulado no ano de 2021, o varejo ampliado da Bahia seguiu em alta (15,5%), com um resultado superior ao do Brasil como um todo (12,4%).

Nos 12 meses encerrados em maio, as vendas do varejo ampliado no estado passaram a apresentar avanço (3,4%) pela primeira vez desde março de 2020, porém em um patamar inferior ao nacional (6,8%) e com o terceiro pior resultado entre os estados.

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