A gasolina (2,22%) e a energia elétrica (2,49%) seguiram como as principais pressões individuais de alta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 0,86%, em junho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Houve desaceleração em relação à taxa de maio (1,12%), mas foi a maior inflação para um mês de junho na RMS desde 2015, quando o índice havia ficado em 1,03%, e igual à registrada em junho de 2018.

O índice da RMS foi ainda o segundo mais alto dentre as 16 áreas investigadas separadamente pelo IBGE, abaixo apenas da Região Metropolitana de Recife  (0,92%) e acima do verificado no país como um todo (0,53%).

Com o resultado do mês, o IPCA na RMS tem alta de 4,13% no acumulado no primeiro semestre de 2021. Está acima do índice nacional (3,77%) e chega bem próximo ao acumulado em todo o ano passado – de janeiro a dezembro de 2020, o IPCA da RMS havia aumentado 4,31%.

Nos 12 meses encerrados em junho, a inflação na RMS  fica em 7,84%. Seguiu acelerando em relação aos 7,65% registrados nos 12 meses encerrados em maio, embora ainda se mantenha abaixo do acumulado no país como um todo (8,35%).

Gasolina e energia

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, oito apresentaram altas em maio, na Região Metropolitana de Salvador. Apenas comunicação (-0,09%) teve variação negativa média dos preços.

Com o maior aumento, o grupo transportes (1,46%) também exerceu a principal pressão inflacionária no mês, puxado pelo aumento dos combustíveis (2,14%). A gasolina (2,22%) seguiu em alta pelo segundo mês consecutivo e foi novamente o item que individualmente mais contribuiu para o aumento do custo de vida em geral, na RMS, em junho.

Na RMS, a gasolina tem aumentos seguidos praticamente desde novembro de 2020, com exceção de uma deflação em abril. Acumula alta de 31,90% no primeiro semestre deste ano e sobe 41,57% nos 12 meses encerrados em junho. A alta no mês (2,22%) foi a segunda mais elevada do país, abaixo apenas da verificada na RM Recife (4,92%). No Brasil como um todo, a gasolina aumentou 0,69%.

O segundo maior aumento em junho, na RMS, veio do grupo habitação (1,36%), também puxado mais uma vez pela energia elétrica (2,49%), mas com influência relevante também do gás de botijão (2,41%).

A energia teve a terceira alta seguida e, apesar de ter desacelerado frente ao aumento de maio (que havia sido de 10,54%), foi a segunda principal pressão inflacionária individual da RMS em junho. Acumula aumento de 3,78% no primeiro semestre de 2021 e de 19,15% nos 12 meses encerrados em junho.

Já o gás de botijão teve o segundo aumento consecutivo na RMS, acumulando alta de 16,33% no primeiro semestre e de 27,88% nos 12 meses encerrados em junho.

Os preços dos alimentos também voltaram a acelerar em junho, na RM Salvador, com alta de 1,02%, frente a 0,32% em maio, e foram a terceira principal pressão inflacionária no mês.

Carnes em geral (1,90%), aves e ovos (3,11%) e panificados (1,84%) foram os subgrupos de produtos consumidos em casa que mais puxaram o aumento dos alimentos em junho.

Por outro lado, 4 dos 5 itens com queda média de preços que mais contribuíram para segurar a inflação de junho na RM Salvador foram alimentos: cebola (-13,97%), banana-prata (-4,11%), arroz (-1,71%) e batata-inglesa (-5,89%).

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