Previsão de junho para safra baiana de grãos em 2021 se mantém recorde, diz IBGE

O grão que deverá contar com a maior safra em 2021 no estado é a soja, cuja previsão para o ano é de 6.834.000 toneladas (Foto: Gilson Abreu/AEN)

A sexta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2021, prevê, em junho, que a produção deve chegar a 10.474.922 toneladas neste ano. Com isso, deverá ser 4,1% superior à safra recorde de 2020 (10.063.245 toneladas). A previsão de junho se manteve rigorosamente igual à de maio.

O grão que deverá contar com a maior safra em 2021 no estado é a soja, cuja previsão para o ano é de 6.834.000 toneladas, 12,6% a mais que a safra 2020, que foi de 6.070.000 toneladas.  Este aumento entre um ano e outro se dá, tanto por conta do crescimento de 4,9% da área plantada, que passou de 1.620.600 para 1.700.000 hectares, quanto pelo aumento de 7,3% no rendimento médio, que passou de 3.746 para 4.020 kg/hectare.

A segunda maior previsão da safra baiana de grãos em 2021 é a do milho (1ª safra), cuja estimativa é de 1.900.000 toneladas, 5,5% a mais que a safra de 2020, que foi de 1.800.200 toneladas.

O aumento se dá exclusivamente por conta do crescimento de 12,8% na área plantada, passando de 363.500 hectares em 2020, para 410.000 na previsão atual. Espera-se diminuição no rendimento médio: de 4.952 para 4.634 kg/hectare (-6,4%).

A terceira principal safra baiana de grãos em 2021 deverá ser a de algodão herbáceo, com uma produção de 1.232.000 toneladas. Isso representa uma queda de 16,5% em relação a 2020, quando a safra foi de 1.475.000 toneladas. O principal motivo para a redução na safra é a diminuição da área plantada, que caiu 15,5% (de 315.000 para 266.000 hectare). Também houve uma pequena redução de 1,1% no rendimento médio (de 4.683 para 4.632 kg/hectare).

Em nível nacional, a estimativa de junho para a safra de grãos 2021 também é de um recorde na série histórica do IBGE. Neste ano, a produção brasileira deve chegar a 258,5 milhões de toneladas, 1,7% maior que a do ano passado (que foi de 254,1 milhões de toneladas). Porém, frente à previsão de maio (262,8 milhões de toneladas), houve revisão para baixo, de -1,6%.

A partir das informações desta sexta estimativa, a Bahia deverá ter, em 2021, a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 4,1% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança, com 27,4% do total, seguido por Paraná (14,7%) e Rio Grande do Sul (14,2%).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Produtos

A previsão de junho é que, em 2021, 15 das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA/IBGE na Bahia sejam maiores que as de 2020. As estimativas para todas as safras no estado se mantiveram estáveis entre maio e junho.

Frente a 2020, as previsões de maior crescimento, em termos absolutos, são as de soja (+764.000 toneladas ou +12,6%), cana-de-açúcar (+300.000 toneladas ou +5,8%) e milho 1ª safra (+99.800 toneladas ou +5,5%)

Por outro lado, algodão herbáceo (-243.000 toneladas ou -16,5%), milho 2ª safra (-180.000 toneladas ou -22,5%) e mandioca (-101.498 toneladas ou -10,5%) lideram as quedas absolutas de produção, nesta sexta estimativa.

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