Lucro da Coelba tem alta de 69% no primeiro semestre do ano

A Coelba detém a concessão para distribuição de energia elétrica em 415 dos 417 municípios do Estado da Bahia

A Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), controlada pelo Grupo Neoenergia, encerrou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 420 milhões, o que representa uma alta de 141% em relação ao mesmo período do ano passado.  Com isso, a empresa fechou os primeiros seis meses do ano com um lucro líquido de R$757 milhões, 69% a mais na comparação com o primeiro semestre de 2020. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) à noite.

De acordo com o balanço, a companhia alcançou no semestre uma receita líquida de R$6,114 bilhões, num aumento de 28% ante a igual período do ano passado. Já a margem bruta, na mesma base de comparação, ficou 35% maior.

A Coelba detém a concessão para distribuição de energia elétrica em 415 dos 417 municípios do Estado da Bahia, e dos municípios de Delmiro Gouveia no Estado de Alagoas e Dianápolis no Estado de Tocantins, abrangendo uma área de concessão de 563 mil km². De acordo com o balanço, a companhia encerrou o 2T21 com 6,271 milhões de consumidores, 116 mil novos em relação em relação ao 2T20 (+1,9%).

Energia distribuída

A energia distribuída (cativo + livre) foi de 5.273 GWh no 2T21 (acréscimo de 11,3% vs. 2T20) e de 10.697 GWh no 6M21 (crescimento de 7,3% vs. 6M20), em função do aumento da base de clientes (+1,9%) e da retomada do mercado na área de concessão.

O consumo residencial, de maior margem, cresceu 3,1% no 2T21 vs. 1T20 e 4,5% no 6M21 vs. 6M20, por maior base de clientes e maiores temperaturas em relação ao mesmo período de 2020. O consumo da classe industrial cativo, por sua vez, apresentou queda de 7,5% no 2T21vs. 2T20e de 11,1% no acumulado. Quando analisado juntamente com o mercado livre, o resultado foi de aumento de 21,8% no 2T21e 11,8% no 6M21 explicado pelo retorno das atividades econômicas, com destaque para os setores de construção civil, papel e derivados, têxtil e embalagens.

A classe comercial cativa apresentou aumento de 12,8% no trimestre, refletindo a retomada da atividade econômica e início da flexibilização das medidas restritivas decorrentes da Covid-19.  A classe rural teve crescimentode 23,9% (2T21 vs. 2T20) e 26,0% (6M21 vs. 6M20), pelo melhor desempenho do agronegócio e maior demanda de irrigação. As outras classes apresentaram acréscimo de 5,2% no trimestree de 1,7% no semestre ,com destaque para o maior consumo do poder público, com início da flexibilização dasmedidas restritivas da Covid-19.

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