Prévia da inflação na RMS acelera para 1,14% e é a 2ª mais alta do país

A gasolina (2,22%) e a energia elétrica (2,49%) seguiram como as principais pressões individuais de alta

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em 1,14% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), em junho.  Acelerou fortemente em relação ao verificado em maio (quando havia sido de 0,37%) e foi o mais alto para um mês de junho, na RMS, desde o início da série histórica regional para o indicador, no ano 2000. Foi também o segundo mais alto do país, abaixo apenas do registrado na Região Metropolitana de Porto Alegre/RS (1,18%).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 14 de maio e 14 de junho.  No Brasil como um todo, o índice de junho ficou em 0,83%, com altas em todas as 11 áreas pesquisadas separadamente.

No acumulado no primeiro semestre de 2021, o IPCA-15 da RMS está em 4,08%. Segue ligeiramente abaixo do índice do Brasil como um todo (4,13%) e é o 5o menor entre os 11 locais pesquisados. Ainda assim, é a maior prévia da inflação para um primeiro semestre na Região Metropolitana em cinco anos, desde junho de 2016, quando o índice havia ficado em 5,21%.

Já nos 12 meses encerrados em junho, o índice acumula alta de 7,66% na RM Salvador. Segue acelerando frente aos 12 meses encerrados em maio (6,49%), mas ainda se mantém menor que o indicador nacional (8,13%) e é o 4o mais baixo entre as áreas pesquisadas separadamente.

Gasolina

O IPCA-15 de junho na Região Metropolitana de Salvador (1,14%) foi resultado de aumentos nos preços médios de oito dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice.  Com a maior alta, o grupo transporte (3,33%) também exerceu a principal pressão inflacionária na prévia do mês. Foi puxado pela alta dos combustíveis (8,35%).

A gasolina (8,29%) voltou a aumentar fortemente e foi o item que, sozinho, mais puxou o custo médio de vida para cima, na RMS. Em 12 meses, a alta da gasolina chega a 53,09%.

O etanol (12,1%) também teve peso importante na aceleração da prévia da inflação em junho, registrando o maior aumento médio entre todos os produtos e serviços investigados para formar o IPCA-15.

Os preços do grupo habitação (2,11%) tiveram o segundo maior aumento, na prévia de junho, na RMS, e exerceram a segunda principal pressão inflacionária na primeira quinzena do mês.

Mais uma vez, foram puxados fortemente pelo aumento da energia elétrica (5,91%), que teve a segunda alta seguida e também a segunda maior contribuição individual para a aceleração do custo de vida na RMS, segundo o IPCA-15.

O aumento da energia elétrica se deu, sobretudo, devido à mudança na bandeira tarifária, de vermelha patamar 1 (R$ 4,169 a mais para cada 100 kWh consumidos) para vermelha patamar 2 (R$ 6,243 a mais). Isso ocorreu em razão da crise hídrica, que tem exigido o acionamento das termoelétricas, de energia mais cara.

Os alimentos (0,58%) tiveram uma leve desaceleração de preços no IPCA-15 de junho na RMS (haviam aumentado 0,61% em maio). Ainda assim ficaram com a terceira maior contribuição no índice do mês.

Alguns produtos chegaram a ter importantes deflações, caso da cebola (-10,99%), que mais contribuiu para segurar a prévia da inflação de junho; da batata-inglesa (-9,77%); e do arroz (-2,74%). Por outro lado, as altas das carnes em geral (1,47%) e das aves e ovos (3,31%), entre outras, seguiram pressionando o custo de vida para cima.

Na primeira quinzena de junho, apenas o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,13%) teve deflação, puxado por reduções em medicamentos como aqueles contra pressão e colesterol altos (-2,34%) e analgésicos e antitérmicos (-2,71%).

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