A quinta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2021, prevê, em maio, que a produção deve chegar a 10.474.922 toneladas neste ano. Com isso, deverá ser 4,1% superior à safra recorde de 2020 (10.063.245 toneladas).  A previsão de maio também cresceu 4,1% frente à de abril, quando a estimativa era de uma safra de 10.064.286 toneladas de grãos em 2021, no estado.

A principal razão para esse crescimento de um mês para o outro foi mais uma revisão positiva da produção de soja.  De abril para maio, a previsão da safra da soja em 2021 cresceu 3,9% ou mais 254,6 mil toneladas, chegando a 6.834.000 toneladas. Este número é 12,6% maior que a safra 2020 do grão (6.070.000 toneladas) e a maior da série histórica do IBGE, iniciada em 2006.

Com a área plantada permanecendo a mesma entre os dois meses (1,7 milhão de hectares), o aumento da previsão se dá por conta do crescimento no rendimento médio, que passou de 3.870 para 4.020 kg por hectare.  Entre os grãos, também apresentaram crescimento na previsão, entre abril e maio, as produções de algodão herbáceo, milho 1ª safra e milho 2ª safra.

A estimativa para a safra de algodão cresceu 2,5% (30 mil toneladas) entre os dois meses, chegando a 1.232.000 toneladas. Porém, este número ainda é 16,5% menor que o de 2020 (1.475.000 toneladas).

Em relação ao milho 1ª safra, houve um crescimento de 2,7% (50 mil toneladas) em maio frente ao mês anterior, o que fez com que a estimativa chegasse a 1.900.000 toneladas. A safra 2021 deverá, agora, ser 5,5% maior que a do ano passado (1.800.200 toneladas).

Já o milho 2ª safra cresceu 12,7% (70 mil toneladas) frente a abril, chegando a 620.000 toneladas. A previsão da safra 2021, porém, ainda é 22,5% menor que a de 2020 (800.000 toneladas)

Em nível nacional, a estimativa de maio para a safra de grãos 2021 também é de um recorde na série histórica do IBGE. Neste ano, a produção brasileira deve chegar a 262,8 milhões de toneladas, 3,4% maior que a do ano passado (que foi de 254,1 milhões de toneladas). Porém, frente à previsão de abril (264,5 milhões de toneladas), houve revisão negativa de -0,6%.

A partir das informações desta quinta estimativa, a Bahia voltou a ultrapassar São Paulo e deverá ter, em 2021, a sétima maior produção de grãos do país, respondendo por 4,0% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança, com 26,9% do total, seguido por Paraná (14,6%) e Rio Grande do Sul (13,9%).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Produtos investigados  

A previsão de maio é que, em 2021, 15 das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA/IBGE na Bahia sejam maiores que as de 2020.  Em abril, a previsão era de incremento em 14 safras. A revisão positiva do café canephora entre abril e maio (+5,0% ou +6.000 toneladas, chegando a 126.200 toneladas) fez com que a previsão para 2021 ultrapassasse em 0,5% o resultado da safra 2020.

Frente ao ano passado, as produções com previsão de maior crescimento no estado, em termos absolutos, são as de soja (+764.000 toneladas ou +12,6%), cana-de-açúcar (+300.000 toneladas ou +5,8%) e milho 1ª safra (+99.800 toneladas ou +5,5%)

Por outro lado, algodão herbáceo (-243.000 toneladas ou -16,5%), milho 2ª safra (-180.000 toneladas ou -22,5%) e mandioca (-101.498 toneladas ou -10,5%) lideram as quedas absolutas de produção, nesta quinta estimativa.

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