A taxa mais positiva veio do segmento de tecidos, vestuário e calçados (201,2%) (Foto: Tânia Rêgo/AG. Brasil)

As vendas do varejo na Bahia voltaram a cair, em março (-7,2%),  em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. O estado havia apresentado índice positivo em fevereiro (0,4%), mas teve, em 2021, o pior resultado para um mês de março, nesse comparativo, desde o início da série histórica, em 2000.  Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE. Com esse desempenho, o volume de vendas na Bahia voltou a se distanciar do patamar pré-pandemia, ficando 7,9% abaixo do verificado em fevereiro de 2020.

O resultado das vendas do varejo na Bahia também foi negativo na comparação de março/21 com março/20, mostrando queda de 0,8%. Foi o quinto recuo consecutivo no volume de vendas nesse confronto com o mesmo mês do ano anterior e um resultado também pior que o verificado no Brasil como um todo, onde houve crescimento (2,4%).

Frente a março de 2020, apenas 8 das 27 unidades da Federação tiveram quedas nas vendas. Os piores resultados foram registrados em Tocantins (-20,1%), Distrito Federal (-15,3%) e Ceará (-7,6%), enquanto os melhores ocorreram em Rondônia (31,4%), Amazonas (22,0%) e Roraima (21,4%).

Com o desempenho de março, o varejo baiano apresenta retração no acumulado do ano (-2,9%), em um resultado pior que o nacional (-0,6%). Também se mantém em queda (-4,4%) no acumulado nos últimos 12 meses (frente aos 12 meses anteriores). O estado tem o quarto pior resultado do país nesse confronto, acima apenas de Distrito Federal (-8,0%), Ceará (-5,4%) e Tocantins (-4,7%).

O Brasil como um todo mostra avanço de 0,7% nas vendas do varejo, nos 12 meses encerrados em março. Pará (10,1%), Piauí (9,4%) e Maranhão (8,9%) lideram entre os resultados positivos, nessa comparação.

Vestuário  e supermercados  

Em março, na Bahia, 4 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2020.  Dentre essas atividades, a taxa mais negativa veio novamente de livros, jornais, revistas e papelaria (-42,1%), que mostra intensos recuos mensais seguidos desde julho de 2018.

Entretanto, as principais contribuições para o resultado negativo do varejo baiano em geral vieram, mais uma vez, das quedas nas vendas do segmento de tecidos, vestuário e calçados (-33,4%) e dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,4%).

As vendas de vestuário mostraram o quarto recuo seguido e o segundo pior desempenho entre os segmentos, no mês de março, na Bahia. Nos acumulados no ano de 2021 (-26,8%) e nos 12 meses encerrados em março (-32,2%), a atividade também tem os segundos piores resultados do varejo no estado, só melhores que os das livrarias (-51,7% e -52,2%, respectivamente).

Já as vendas dos mercados vêm em recuos seguidos desde novembro de 2020, apresentando sua quinta queda consecutiva. Por ser o segmento de maior peso na estrutura do varejo baiano, foi o que apresentou a segunda maior influência no resultado negativo do setor, mesmo tendo somente a quarta maior queda.

Por outro lado, dos quatro segmentos que apresentaram resultados positivos, as maiores forças no sentido de segurar a queda no varejo baiano vieram dos móveis e eletrodomésticos (30,7%), com a maior alta no mês e a principal influência positiva no resultado geral; e de outros artigos de uso pessoal (11,1%, voltando a crescer após três quedas).

Vendas do varejo ampliado 

Em março, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano voltou a apresentar queda frente ao mês anterior (-15,2%), na série livre de influências sazonais, após resultado positivo em fevereiro (4,2%). O resultado do estado foi o pior do país nessa comparação, ficando bem abaixo do índice nacional (-5,3%).

Frente ao mesmo mês do ano anterior, porém, as vendas do varejo ampliado na Bahia voltaram a crescer (8,5%), após quatro resultados negativos consecutivos.

Ainda assim, com 26 das 27 unidades da Federação apresentando desempenhos positivos nesse confronto, o resultado da Bahia ficou abaixo do nacional (10,1%). O único estado a apresentar queda foi o Tocantins (-1,4%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

No confronto com março de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o segundo crescimento consecutivo (45,4%), sendo este o segundo melhor resultado para o setor no estado desde o início da série histórica, em 2001, abaixo apenas do apresentado em março de 2004 (46,4%).

Já as vendas de material de construção voltaram a crescer no estado (5,6%), após queda em fevereiro. Mesmo assim, tiveram o pior resultado do mês entre as 12 unidades da Federação onde essa atividade é investigada separadamente.

No acumulado do ano, as vendas do varejo ampliado na Bahia apresentam retração (-0,7%) e resultado pior que o nacional (1,4%). Nos 12 meses encerrados em março, as vendas do varejo ampliado na Bahia têm a maior queda do país (-7,0%). O resultado está bem abaixo do nacional (-1,1%).

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