A Braskem iniciou o ano de 2021 com o pé no acelerador. Apesar da segunda onda da pandemia de coronavírus, a maior petroquímica da América Latina encerrou o primeiro trimestre com um lucro líquido  de  R$ 2,494 bilhões, o que representa uma alta de 195% em relação ao trimestre anterior. Vale lembrar que em igual período de 2020, a companhia registrou uma prejuízo de R$3,649 bilhões.

Já a receita líquida de vendas somou, de janeiro a março, R$ 22,692 bilhões, ante R$18,738 bilhões  do trimestre anterior (alta de 21%) e quase o dobro  na comparação com o primeiro trimestre de 2020 (R$ 12,625 bilhões). O  resultado operacional recorrente foi de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 54% acima do trimestre anterior, em função principalmente dos melhores spreads internacionais utilizados como referência no Brasil, nos EUA, na Europa e no México, além de maior volume de vendas nos Estados Unidos e na Europa.

O balanço financeiro foi divulgado nesta quinta-feira (6/5).  Em videoconferência realizada pela  manhã,  Roberto Simões, presidente da Braskem, disse que o primeiro trimestre termina com a Braskem em uma posição financeira sólida em função, principalmente, da evolução contínua dos resultados da companhia. “Estamos mantendo o foco na busca para retornar ao nível de grau de investimento pelas agências de crédito”, afirma.

A empresa informou ainda que a taxa média de utilização das centrais petroquímicas registrou queda em relação ao 4T20 (-3 pontos percentuais), principalmente, em função de uma rápida parada de manutenção programada ocorrido na central petroquímica do Rio Grande do Sul. Em relação ao 1T20, a taxa de utilização das centrais petroquímicas no Brasil foi superior (+2p.p.).

Já o volume de vendas de resinas, no mercado brasileiro, sofreu uma redução em relação ao 4T20 (-5%) explicado pela queda da demanda no mercado brasileiro e pela menor disponibilidade de produto no período. A queda nas exportações ante ao 4T20 (-15%) e 1T20 (-41%) é em função da estratégia do segmento Brasil de priorização ao atendimento do mercado brasileiro.

Pandemia

Os esforços da empresa não se restringem ao lado financeiro e operacional. Outro ponto de destaque da Braskem é o engajamento social neste momento de pandemia. “Iniciamos uma nova campanha de doação e solidariedade para minimizar o impacto causado pela pandemia. A sociedade precisa de todos nós neste momento”, completa Simões.

A Braskem está distribuindo 48 mil cestas básicas, 25 mil kits de limpeza e 3 toneladas de hortifrútis nas comunidades próximas às suas instalações e que foram diretamente afetadas pela crise social, causada pela pandemia da Covid-19. Ao todo, a companhia destinará neste ano R$ 15 milhões para iniciativas e parcerias em diversos estados do Brasil.

Criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrecht e do Grupo Mariani, a Braskem é, hoje, a maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas e a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos. Sua produção é focada nas resinas polietileno (PE), polipropileno (PP) e policloreto de vinila (PVC), além de insumos químicos básicos como eteno, propeno, butadieno, benzeno, tolueno, cloro, soda e solventes, entre outros. Juntos, compõe um dos portfólios mais completos do mercado, ao incluir também o polietileno verde, produzido a partir da cana-de-açúcar, de origem 100% renovável.

A empresa conta com 40 unidades industriais: 29 estão instaladas no Brasil, nos estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cinco estão nos Estados Unidos, duas estão na Alemanha e quatro no México. Clientes em mais de 70 países, em todos os continentes.

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