De março para abril, a previsão da safra da soja em 2021 cresceu 0,8% ou 49 mil toneladas (Foto: José Medeiros/Sudeco)

A quarta estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2021, prevê, em abril, que a produção deve chegar a 10.064.286 toneladas neste ano. Com isso, deverá ultrapassar por pouco o recorde de 2020 (10.063.245 toneladas), ficando 0,01% acima do resultado do ano passado.

A previsão de abril cresceu 0,5% frente à de março, quando a estimativa era de uma safra de 10.013.036 toneladas de grãos em 2021, no estado.  A principal razão para esse crescimento de um mês para o outro foi uma revisão positiva da produção de soja.

De março para abril, a previsão da safra da soja em 2021 cresceu 0,8% ou 49 mil toneladas, chegando a 6.579.400 toneladas. Este número é 8,4% maior que a safra 2020 do produto (6.070.000 toneladas).  Com a área plantada permanecendo a mesma entre os dois meses (1,7 milhão de hectares), o aumento da previsão se dá por conta do crescimento no rendimento médio, que passou de 3.841 para 3.870 kg por hectare.

Entre os grãos, a previsão da safra da mamona também apresentou crescimento entre março e abril, chegando a 34,5 mil toneladas (4,5% ou 1,5 mil toneladas a mais que no mês anterior).

Além disso, em abril, o arroz começou a figurar na estimativa da safra baiana. A previsão atual é que, em 2021, o grão tenha uma safra de 750 toneladas no estado.

Em nível nacional, a estimativa de abril para a safra de grãos 2021 é de um recorde na série histórica do IBGE. Neste ano, a safra brasileira deve chegar a 264,5 milhões de toneladas, 4,1% maior que a do ano passado (que foi de 254,1 milhões de toneladas). Porém, frente à previsão de março (264,9 milhões de toneladas), houve revisão negativa de -0,2%.

A partir das informações desta quarta estimativa, a Bahia será ultrapassada por São Paulo e terá, em 2021, a oitava maior produção de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança, com 27,2% do total, seguido por Paraná (15,3%) e Rio Grande do Sul (13,4%).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Produtos

A previsão de abril é que, em 2021, 14 das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA na Bahia sejam maiores que as de 2020.  Em março, a previsão era de incremento em 13 safras de 25 produtos. A inclusão do arroz na estimativa do estado e o crescimento da previsão da safra do fumo de março para abril (+54,8% ou 4.177 toneladas, chegando a 11.800 toneladas), que fez com que ela ficasse 18,0% maior que a de 2020, foram impactos positivos frente ao mês anterior.

Por outro lado, a revisão negativa da mandioca de março para abril (-16,5% ou 170 mil toneladas) fez com que sua previsão (861.502 toneladas) passasse a ser 10,5% menor que o resultado de 2020.

Frente ao ano passado, as produções com previsão de maior crescimento no estado, em termos absolutos, são as de soja (+509.400 toneladas ou +8,4%), cana-de-açúcar (+300.000 toneladas ou +5,8%) e batata-inglesa 3ª safra (+69.000 toneladas ou +115,0%)

Por outro lado, algodão herbáceo (-273.000 toneladas ou -18,5%), milho 2ª safra (-250.000 toneladas ou -31,3%) e mandioca (-101.498 toneladas ou -10,5%) lideram as quedas absolutas de produção, nesta quarta estimativa.

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