Em 1991,  Caetano Veloso cantou “alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial” e essa letra parece traduzir perfeitamente o sentimento de todos nós na atualidade, especialmente para os nascidos antes dos anos 2000, que diante de tantas transformações sociais, não raro, se mostram perdidos e sem saber o que fazer também em relação as suas carreiras.

Qual é a nova ordem? É preciso ter olhos de ver para captar e compreender o mundo que está em formação e cuja construção também depende de nós.

Estamos vivendo um período de transição, de consolidação de uma nova Era. Segundo o publicitário Walter Longo, estamos no fim da Idade Média e alvorecer da Idade Mídia. Encerra-se o período onde “tudo era avaliado e orientado pela média da população, na qual todos são avaliados pela média, pagam pela média e são tratados por essa mesma média, e inicia-se a era onde seremos reconhecidos pela potencialidade de nossa individualidade e por nossa singularidade”.

Esse novo paradigma muda tudo em nossas vidas. Trata-se de uma revolução social que emerge mediante a adoção de novas maneiras de se comportar. Desse marco em diante, cada indivíduo é considerado um universo à parte, capaz de ser um agente influenciador, formador de opinião e gerador de conhecimento, ao influenciar a sociedade compartilhando suas visões e seus posicionamentos singulares.

Significa dizer, que os coadjuvantes terão cada vez menos espaço e oportunidades e o protagonismo passa a ser mandatório para quem almeja construir uma trajetória profissional realizadora. Quem sabe faz a hora e não fica esperando a entrevista de emprego ou a promoção ou o chamado do cliente ou a aprovação no concurso. O protagonista utiliza os recursos que possui e se movimenta em direção a satisfação de suas necessidades e interesses.

A ordem se inverteu. Na Era anterior o mercado ditava as regras e selecionava quem estava apto para ser coroado com as oportunidades. Na era atual as pessoas criam oportunidades disponibilizando seus talentos e competências para solucionar os problemas dos outros. Sempre haverá trabalho para aqueles que souberem oferecer soluções para sanar as dores ou carências da humanidade.

Ainda tem muita gente achando que o mercado de trabalho é formado apenas de vagas e que carreira feliz se limita a uma trajetória linear ascendente, composta por promoções e aumento progressivo de salário.

A ordem se inverteu. Na Era anterior o mercado ditava as regras e selecionava quem estava apto para ser coroado com as oportunidades. Na era atual as pessoas criam oportunidades disponibilizando seus talentos e competências para solucionar os problemas dos outros

Não há limites para as mudanças que estão ocorrendo, estamos passando por um processo de reinvenção. A tecnologia multiplicou as opções e nos deu poder de escolha. A questão é que tem muita gente que não sabe o que fazer com esse poder porque a própria mente está escravizada a modelos do passado, inclusive de suas famílias de origem. Reflexo também de pouco conhecimento de si mesmo e de mentalidade moldada na dependência, que prefere esperar e projetar as próprias dificuldades no mundo exterior, ao invés de ser dono e autor do próprio destino.

Vamos combinar também, que os processos de escolha e decisão estão se tornando cada vez mais complexos porque a diversidade de opções é imensa e isso aumenta o medo de tomar o caminho errado. E para esse desafio, eu só conheço uma medida que seja preventiva e corretiva ao mesmo tempo – autoconhecimento. Conhecer a própria essência para saber qual a trilha que faz mais sentido e propiciará felicidade ao longo da jornada.

Falando de forma prática e explícita, não importa se a preferência é ser empregado, autônomo, servidor público ou empresário, para se adaptar com êxito ao novo mundo, é recomendável que o indivíduo:

– construa sua marca pessoal alinhada ao seu propósito;

– mostre sua marca para o mundo compartilhando seus conhecimentos e experiências por meio de ferramentas tecnológicas que ampliem sua presença e influência;

– ofereça o que possui de melhor para o negócio e/ou para a sociedade, fazendo por merecer o pagamento do seu servir;

– envolva-se em causas e projetos que acredita e

– seja capaz de vender sua força de trabalho.

As reinvenções não param por aqui, mas tem uma receitinha básica para construir a carreira de sucesso, que é do tempo das nossas tataravós e continua valendo: empenho, estudo, ética, dedicação, honestidade e deixar legado por onde passar.

E o dinheiro? Certamente virá como retorno de toda doação e investimento feitos.

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