A OEC (antiga Odebrecht Engenharia & Construção) acaba de entregar duas importantes obras de infraestrutura em transporte e logística em Miami, na Flórida (EUA). No aeroporto internacional de Miami (Miami Internacional Airport), foi atendido o setor de passageiros, com novas estruturas para a movimentação de bagagens. No Porto de Miami, uma nova estrutura que permite o uso de guindastes otimizará (aumentará) em 40% da capacidade de movimentação e armazenamento de contêiners. Juntas, as duas obras representaram investimentos de US$256 milhões (R$ 1,4 bilhão) pela cidade norte-americana.

Inaugurado em 1928, o aeroporto é um hub para o Sudeste dos EUA e o principal ponto de conexão entre o país e América do Sul. Em virtude das atrações turísticas e do crescimento econômico local, o Miami Internacional Airport se tornou um dos maiores hubs de companhias aéreas dos Estados Unidos. O fluxo de passageiros estava na casa de 45 milhões por ano (antes da pandemia de Covid-19).

A brasileira OEC vem realizando obras de ampliação e modernização no aeroporto desde 1991. Agora, acaba de completar a construção de novo sistema de despacho e recepção de bagagens. Entre outras ampliações e renovações da OEC no local, salta à vista a construção dos Terminais Norte e Sul. Também Miami, a OEC foi responsável pelas estruturas para o Metromover, sistema de veículo leve sobre trilhos que se conecta aos sistemas de metrô (Metrorail) e ônibus da cidade (Metrobus).

Por sua vez, o porto da cidade (Port of Miami), conhecido como Porto das Américas, é um dos maiores do mundo e um dos mais importantes no território americano, com cerca de 9 milhões de toneladas de carga e 4 milhões de passageiros por ano. Essa movimentação representa a circulação de cerca de US$ 12 bilhões/ano. O Port of Miami possui treze estaleiros para contêineres e cargas e seis guindastes.

Lá, a OEC entregou uma estrutura que permite o uso de um modelo de guindaste mais moderno, com capacidade de movimentação de contêneires em velocidade 40% maior que os tradicionais, além da revitalização de um espaço de 81 mil metros quadrados. No local, devem ser construídos dois novos terminais para receber navios de cruzeiros, ampliando a capacidade de atração turística da região – neste projeto, a OEC vai preparar o local para a instalação dos novos terminais.

No final de 2020 a OEC já havia entregue as obras da rodovia MDX SR 836 Dolphin Expressway, composta por seis vias de duplo sentido que cortam a cidade no sentido leste-oeste. A rodovia é uma importante rota de transporte de mercadorias e pessoas, conectando a cidade, o Aeroporto Internacional de Miami e o porto, facilitando o transporte de mercadorias entre os dois modais. A intervenção ao longo de 9,5 quilômetros contemplou a construção de duas novas pistas em ambos os sentidos, pavimentação das vias, construção de 30 pontes, paredes de contenção do som e rampas de acesso, além de sistemas de iluminação e monitoramento inteligente de tráfego, drenagem do solo, paisagismo, entre outros itens.

O CEO da companhia, Marco Siqueira, classificou as novas entregas nos EUA como elemento de orgulho e motivação por destacar mais uma vez a construtora na maior economia mundial. “Em 2021 completamos 30 anos de atuação nos Estados Unidos e pretendemos seguir trabalhando novas oportunidades nesse mercado, que representa uma parte importante da nossa história”, afirma, lembrando ainda que as perspectivas são positivas em virtude dos planos de investimento em infraestrutura lançado pelo governo norte-americano: “Os Estados Unidos se preparam, agora, para dar início a um investimento inédito em infraestrutura.”

Pioneirismo brasileiro nos EUA

As colaborações da OEC em Miami remontam aos anos 90. No início da década, em 1991, a construtora começou as obras do Metromover e se tornou a primeira empresa brasileira a realizar uma obra pública nos EUA. A partir daí, já concluiu mais de 50 projetos no país.

No fim da década, a brasileira ergueu a American Airlines Arena, ginásio esportivo com capacidade para 20 mil espectadores que, atualmente, abriga os jogos do Miami Heat na NBA. A OEC também foi responsável pela construção do estádio de futebol americano da Flórida International University, entregue em 2008; do Centro de Artes Adrienne Arsht; e do elevado Golden Glades Interchange, entre outras.

Sobre a OEC

Ao longo de sua história de 76 anos, a OEC foi responsável pela execução de mais de 2.600 obras de grande porte ao redor do mundo, a exemplo de usinas hidrelétricas, térmicas e nucleares, pontes, viadutos, túneis, linhas de metrô e trens urbanos, aeroportos, portos, ferrovias, refinarias, obras industriais e de mineração. Em 2020, a OEC recebeu pelo nono ano consecutivo o Global Best Projects, prêmio concedido pela revista norte-americana ENR – Engineering News-Record, distinção considerada pelo mercado como o Oscar da engenharia mundial.

A empresa é apontada pela publicação como uma das cinco maiores construtoras internacionais de hidrelétricas, sistemas de mobilidade urbana e plantas industriais. Por sua atuação orientada à Sustentabilidade, desde 2014 a OEC vem recebendo o Selo Ouro do programa GHG Protocol, que reúne os inventários de emissões de gases de efeito estufa segundo diretrizes da GRI – Global Reporting Iniciative. Atualmente emprega mais de 20 mil trabalhadores de diferentes nacionalidades em mais de vinte obras espalhadas por países das Américas e África.

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