O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 0,81%, em março,  na Região Metropolitana de Salvador (RMS), tendo uma leve desaceleração em relação à taxa de fevereiro (0,93%). Ainda assim, foi a maior inflação para um mês de março na RMS em seis anos, desde 2015, quando havia ficado em 0,87%.

O índice da RMS ficou abaixo do nacional (0,93%) e foi o 10º  mais alto entre as 16 áreas investigadas separadamente pelo IBGE. Em março, a inflação foi mais elevada em Goiânia  (1,46%), Brasília  (1,44%) e na Região Metropolitana de Curitiba  (1,33%). Por outro lado, os menores índices foram registrados na RM de Recife (0,62%), no município de São Luís  (0,70%) e em Fortaleza  (0,72%).

Com esse resultado, o IPCA na RMS  acumula alta de 2,01% no primeiro trimestre de 2021. Está um pouco abaixo do índice nacional (2,05%), sendo apenas o 12º  mais elevado entre os 16 locais investigados.

Nos 12 meses encerrados em março, a inflação na RMS acumula alta de 5,70%. Acelerou em relação aos 5,03% registrados nos 12 meses encerrados em fevereiro, mas ainda se mantém abaixo do acumulado no país como um todo (6,10%).

Altas nos combustíveis

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, cinco apresentaram altas em março, na Região Metropolitana de Salvador.  Com a maior alta percentual, o grupo transportes (3,90%) exerceu, pelo segundo mês consecutivo, a principal pressão inflacionária na RMS, com peso forte do aumento nos combustíveis (13,19%). A gasolina (13,17%) foi o item que, individualmente, mais puxou o IPCA para cima, mas o etanol (15,99%) e o óleo diesel (9,52%) também aumentaram de forma significativa.

Os alimentos (0,59%) também seguiram pressionando o custo de vida da RMS em março, apesar da leve desaceleração dos preços em relação a fevereiro (quando o IPCA do grupo havia sido de 0,62%). Foram a segunda principal influência na alta, puxados principalmente pela alimentação no domicílio (0,70%).

Os produtos panificados (2,99%) tiveram o maior peso nesse aumento, com o pão francês (3,93%) sendo o item mais influente do grupo. As frutas (3,79%) também apresentaram aumento significativo, com a manga (28,19%) e o mamão (18,49%) tendo os maiores aumento dentre todas as centenas de produtos e serviços pesquisados no IPCA.

Apesar de apresentar uma discreta deflação, habitação (-0,01%) teve o segundo item com o maior peso na inflação de março, na RMS: o gás de botijão (4,91%). Por outro lado, no grupo também está o item que mais ajudou a segurar o índice na região: a energia elétrica residencial (-2,95%).

O grupo que apresentou a maior queda e também foi o maior responsável por segurar a inflação na RMS, em março, foi o da educação (-1,77%), especialmente por conta dos cursos regulares (-2,39%), em especial, do ensino fundamental (-3,28%).  Já o grupo comunicação (-0,68%) apresentou a segunda maior retração, impulsionado pela queda do valor do aparelho telefônico (-3,19%).

Apesar de os transportes terem, em média, exercido a principal pressão de alta no custo de vida em março, na RMS, o aluguel de veículos foi o item que apresentou a maior queda (-25,44%) e deu a principal contribuição individual para segurar a inflação do mês. As passagens aéreas (-13,64%) também tiveram influência importante nesse sentido.

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