Taxa média de ocupação dos hotéis de Salvador foi de 42,51% em fevereiro

A pandemia segue cobrando um duro preço para a hotelaria. No mês de fevereiro – tradicional período de alta ocupação em virtude do verão e das festas do Carnaval – a ocupação média nos hotéis de Salvador  foi de 42,51%, bem inferior à apresentada no mesmo período em 2020 (70,59%) ou à verificada em anos anteriores (média de 61,5% nos últimos 10 anos). A segunda onda da pandemia, o cancelamento do Carnaval e demais festas tradicionais no período, inibiram o movimento de viajantes naquele que tradicionalmente seria o segundo melhor mês para a hotelaria e o turismo.

A diária média de fevereiro (R$ 351,63) tampouco conseguiu manter-se em níveis semelhantes ao de anos anteriores, embora sua queda tenha sido inferior à da taxa de ocupação. No mesmo período de 2020, a diária média foi de R$ 447,21.

Observando-se os vários períodos do mês de fevereiro verifica-se que a ocupação dos primeiros 16 dias (45,85%) foi um pouco melhor do que a observada no restante do mês (38,06%), com uma redução significativa na última semana. Com pandemia e sem Carnaval fevereiro revelou um baixo Revpar (R$1 49,47) – indicador ponderado entre a taxa de ocupação e a diária média, menos da metade do verificado em 2020 (R$ 315,69).

As últimas informações sobre o movimento de passageiros no aeroporto de Salvador, divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac ), referentes a janeiro de 2021, confirmam a queda da atividade, contabilizando 610.111 passageiros, volume 23,8% inferior ao do mesmo período do ano anterior (800.847), apesar das tarifas aéreas praticadas terem sido as menores dos últimos 20 anos.

De acordo com Luciano Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia (ABIH-BA), a segunda onda da pandemia e a lentidão no acesso às vacinas frustraram a esperança de uma retomada do turismo no verão. “Para se ter uma ideia, só nos cinco dias de Carnaval o faturamento dos hotéis de Salvador costumava girar em torno de R$ 156 milhões   com ocupação de 95% e picos de até 100% “

“A tão sonhada recuperação da atividade deverá esperar que o ritmo da vacinação atinja um percentual significativo de cobertura que permita a gradual volta à normalidade. Após um ano de pandemia, a hotelaria acumula perdas significativas. Com o agravamento da crise sanitária e o aumento das restrições ao funcionamento da cidade, as dificuldades deverão aumentar com novas perdas de emprego que haviam sido recuperados com a ligeira retomada da atividade a partir de setembro de 2020″, lamenta Luciano Lopes.

 

 

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