Taxa de desemprego é maior entre as mulheres e chega a 19,6%, diz IBGE

Uma importante desigualdade no mercado de trabalho que antecede a menor presença feminina em posições de poder é a taxa de desocupação historicamente maior para as mulheres do que para os homens. E, entre as mulheres, aquelas que se declaram de cor preta ou parda estão na pior situação. Em 2019, na Bahia, a taxa de desocupação (proporção de pessoas procurando trabalho, ou desocupadas, entre aquelas que estavam trabalhando ou procurando) ficou em 17,2%, a segunda maior do país. Foi a segunda maior também para ambos os sexos considerados separadamente, mas com uma importante diferença de patamar: ficou em 13,3% para os homens e 19,6% para as mulheres.

Essa também foi a realidade nacional, com desocupação de 14,1% para as mulheres e 9,6% para os homens, e em todos os 27 estados. A diferença entre as taxas na Bahia (6,3 pontos percentuais a mais para as mulheres) foi a 6a maior do país e a 2ª  maior do Nordeste, abaixo apenas de Sergipe (19,2% para as mulheres e 12,3% para os homens). Os dados são da segunda edição das Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, elaboradas pelo IBGE.

Mas mesmo entre as mulheres, há uma desigualdade significativa nesse indicador, que coloca aquelas declaradas pretas ou pardas com as maiores taxas de desocupação em todos o estados brasileiros. Na Bahia, em 2019, a taxa de desocupação das mulheres brancas ficou em 15,9%, frente a 20,4% entre as mulheres pardas ou pretas – ou seja
1 em cada 5 mulheres pretas ou pardas que estavam na força de trabalho estavam procurando uma ocupação e não encontravam.

A taxa de desocupação das mulheres pretas ou pardas na Bahia (20,4%) era maior que a verificada no Brasil como um todo (16,8% frente a 11,0% entre as mulheres brancas)e a 4a maior entre os estados, abaixo do Rio de Janeiro (21,5%), Amapá (20,9%) e Sergipe (20,7%).

Já a diferença em relação à taxa das mulheres brancas no estado (4,5 pontos percentuais), embora bastante significativa, era menor que a do país como um todo (mais 5,8 pontos percentuais na desocupação de mulheres pretas ou pardas) e apenas a 16a entre as 27 unidades da Federação, num ranking liderado por Sergipe (7,8 pontos percentuais), Rio Grande do Norte (7,4 pontos percentuais) e Mato Grosso (7,4 pontos percentuais).

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