Governo Federal retoma a operação da eclusa de Sobradinho

Serviço de transposição restabelece a navegação neste trecho do rio São Francisco, interrompida desde 2018

O Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), retomou na última sexta-feira (26) as atividades na eclusa de Sobradinho, localizada no Rio São Francisco, no estado da Bahia. As eclusas são obras de engenharia que permitem que as embarcações subam ou desçam rios em locais onde há desníveis, como é o caso da região do São Francisco, que ocupa destaque no transporte aquaviário nacional.

“Retomamos mais uma obra importante que encontramos sem operação. Com o funcionamento da Eclusa do Sobradinho, no Rio São Francisco, podemos garantir o desenvolvimento do setor hidroviário desde Pirapora, em Minas Gerais, até as margens de Juazeiro e Petrolina, na divisa Bahia/Pernambuco. Além de impulsionar o crescimento econômico e turístico da região”, enfatizou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

O retorno das operações na eclusa de Sobradinho, que ficaram paralisadas por dois anos, faz parte das ações executadas pelo Programa Nacional de Recuperação, Operação, Manutenção e Gestão de Eclusas (PROECLUSAS), liderado pelo Dnit. Para realizar a transposição a autarquia contou com o apoio e acompanhamento da Capitania Fluvial de Juazeiro, autoridade marítima com jurisdição sobre a eclusa de Sobradinho.

A eclusa de Sobradinho foi construída em 1979 e é constituída por uma câmara de eclusagem de 120 metros de comprimento, 17 metros de largura e 2,5 metros de calado, o que possibilita às embarcações vencerem o vão de 32,5 metros, equivalente a um prédio de 10 andares, e, assim, transporem a barragem da Usina Hidrelétrica. Com a conclusão das obras, a população poderá contar com a conexão hidroviária entre as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) pelo rio São Francisco.

Como funciona uma eclusa

O sistema de eclusas funciona como elevadores para embarcações onde duas portas separam os dois níveis do curso d’água. Para vencer o desnível, no sentido jusante (parte baixa) para montante (parte alta), a embarcação entra pela porta de jusante da eclusa. Uma vez equalizados os níveis, a porta de montante é aberta e a embarcação segue o seu curso normalmente. No sentido inverso de navegação, ou seja da parte alta para parte baixa, a operação das portas e comportas da eclusa são invertidas, permitindo à embarcação descer o desnível.

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