Bahia perdeu 29,4 mil km² de vegetação nativa em 18 anos

O aumento da área territorial dedicada à agricultura, na Bahia, foi a principal causa da supressão de vegetação nativa, entre 2000 e 2018. Nesses 18 anos, o estado viu sua área de vegetação nativa – formada por florestas e vegetações campestres, como o cerrado e a caatinga – encolher de 325.133 km² para 295.724 km².  Foi a 5ª maior retração absoluta do país e a maior do Nordeste. As informações constam do Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, realizado pelo IBGE desde o ano 2000
.
Ela foi mais fortemente concentrada na vegetação campestre, cuja área diminuiu de 215.247 km² para 194.062 km² (menos 21.185 km²), sobretudo nas regiões de cerrado, no Oeste do estado, ocupadas pela agricultura.

A área de florestas, por sua vez, se reduziu de 109.886 para 101.662 km², entre 2000 e 2018, o que representou perda de 8.224 km² dessa cobertura vegetal. Nesse caso, a mudança se deu, sobretudo, pelo avanço das pastagens e de formas de uso mistas, chamadas de mosaicos, nas quais não se consegue identificar qual é a dominante.

Entre 2000 e 2018, os estados que mais perderam área de vegetação nativa, em termos absolutos, foram Pará (menos 118,3 mil km²), Mato Grosso (-93.906 km²) e Rondônia (-38.532 km²).

Em termos relativos, a Bahia perdeu quase 1 de cada 10 km² de vegetação nativa em 18 anos, uma queda percentual de 9%, sendo -7,5% na área de florestas e -9,8% no território coberto por vegetação campestre. Devido à extensão do estado, a redução percentual não se destaca tanto quanto a absoluta, ficando apenas como a 14a entre as 27 unidades da Federação.

Em 2018, pouco mais da metade da Bahia (52,4%) era coberta por vegetação nativa, percentual que chegava mais próximo de 60,0% no ano 2000 (era de 57,6%).

A proporção de território com vegetação nativa na Bahia, em 2018, era apenas a 14a entre as 27 unidades da Federação. Amazonas (95,3% da área coberta por vegetação nativa), Amapá (94,7%) e Roraima (90,1%) lideravam o ranking, enquanto Espírito Santo (11,1%), São Paulo (12,4%) e Paraná (12,9%) tinham as menores percentagens.

Em 2018, a vegetação campestre era a classe de cobertura e uso da terra que predominava na Bahia, ocupando pouco mais de 1/3 do território do estado (34,4%). Em seguida vinham, bem próximos, os mosaicos de ocupações em áreas florestais (19,4%) e a vegetação florestal (18,0%).

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