Pirelli vai usar cascas de coco para gerar energia em unidade de Feira

A Pirelli já instalou na unidade feirense uma caldeira biomassa, investindo cerca de R$ 10 milhões (Foto: Jorge Magalhães)

Resíduos do coco seco vão ser aproveitados como fonte de energia na fábrica da Pirelli, em Feira de Santana. Há algum tempo, a sugestão foi feita pelo prefeito Colbert Martins, considerando o grande volume da fruta que é comercializado em Feira e região, e a previsão é que possam ser consumidas até mil toneladas de coco mensalmente.

Em parceria com a Empresa de Energia de Portugal (EDP), considerada líder mundial de energia renovável e há 20 anos atuando no mercado brasileiro, a Pirelli já instalou na unidade feirense uma caldeira biomassa, investindo cerca de R$ 10 milhões, segundo informações do diretor da fábrica no município, Edilson Dias Conceição.

Ele deu a notícia da concretização do projeto, denominado Green Energy,  numa reunião online com o prefeito Colbert Martins, o diretor de Relações Institucionais da Pirelli, Mário Batista, e com gestores da EDP.

“Esse é um projeto com influência social, ambiental e econômica. Fico muito feliz que a Pirelli tenha acatado minha sugestão, pois em apenas uma feira-livre, da Estação Nova, são comercializados 60 mil cocos. Isto significa que teremos resíduos suficientes para abastecer a caldeira”, comemora o prefeito.

“Para alimentar uma caldeira dessas seriam necessárias 86 mil árvores por ano. Logo, o benefício ambiental é enorme. Estimamos que a caldeira consuma até mil toneladas de resíduos de coco por mês, o que significa em torno de dois milhões de cocos secos. Portanto, haverá um grande impacto ambiental e econômico”, avaliou o consultor de Negócios da EDP, Márcio Monteiro de Mello.

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