Após a revogação, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), da liminar que paralisou parcialmente as obras do Sistema de Transmissão Gralha Azul, a Engie retoma totalmente as atividades dos empreendimentos.

Nos últimos meses, o Sistema de Transmissão Gralha Azul demonstrou ao STJ e à sociedade que cumpre todos os procedimentos legais aplicáveis para execução de suas obras, bem como seu compromisso e respeito com o meio ambiente. “O projeto obteve todas as autorizações, licenças e anuências necessárias à sua implantação junto aos órgãos competentes, os quais reafirmaram, em todas as instâncias judiciais, a regularidade dos processos. Com a decisão, que comprova a legalidade dos empreendimentos, podemos agora dar continuidade às obras que trarão mais energia elétrica para o Estado do Paraná, resultando em fomento à economia, geração de empregos e negócios para o Estado”, destaca Marcio Daian Neves, diretor de implantação da Engie.

O Sistema de Transmissão Gralha Azul faz parte do planejamento estratégico de expansão do setor elétrico nacional e visa superar problemas de subtensão e restrição de oferta na região, que vem provocando perdas significativas à indústria e ao agronegócio. Além disso, busca minimizar o risco de “apagões” decorrentes do aumento do consumo. Com a implantação, a energia proveniente de Itaipu, que hoje é basicamente direcionada para o Estado de São Paulo, poderá abastecer mais regiões do Paraná.

O projeto é composto de quinze linhas de transmissão, que interligarão dez subestações – sendo cinco novas e cinco ampliações, ao longo de cerca de mil quilômetros de extensão. Os empreendimentos são uma concessão federal, com vigência de 30 anos, obtida por meio do Leilão de Transmissão de Energia Elétrica nº 002/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e tem previsão de ser concluídos em setembro de 2021.

Investimento de R$ 2 bilhões 

Além de reforçar a distribuição de energia, o projeto Gralha Azul vem estimular o desenvolvimento econômico local e proporcionar mais qualidade de vida para a população. Com investimento de R$ 2 bilhões, a implantação do Sistema deve gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos até o final das obras, além de movimentar a economia com a aquisição de insumos e serviços locais e arrecadação de impostos municipais, sendo um dos propulsores da geração de renda da região.

“As novas contratações já estão sendo realizadas e devemos chegar ao pico de 5 mil colaboradores agora em janeiro, com a chegada, principalmente, de novas equipes de montagens de torres e lançamento de cabos. Estamos evoluindo da obra civil para a fase na qual a montagem eletromecânica acaba sendo mais requisitada”, explica Neves. Além disso, com maior e melhor oferta de energia ao estado, os municípios terão condições de atender às necessidades de indústrias e empresas, atrair novos empreendimentos e, como consequência, gerar mais vagas de empregos e desenvolvimento.

Em relação ao andamento das obras, o diretor de implantação da Engie informa que atualmente 67% do sistema está concluído. A perspectiva é de que o cronograma seja cumprido dentro do prazo. “O avanço atual permite a conclusão das obras em setembro deste ano, conforme previsto no contrato de concessão” destaca Marcio Neves.

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