Indústria cresce e Feira de Santana eleva participação no PIB da Bahia

Participação de Feira de Santana no PIB baiano passou de 3,7%, em 2002,para 5,1% em 2018 (Foto: ACM/Secom)

Apesar da elevada concentração do PIB baiano na capital, em 16 anos (2002-2018) Salvador foi o município que mais perdeu participação na riqueza gerada no estado. Por outro lado, quem mais ganhou peso na economia da Bahia, nesse período, foi Feira de Santana, no Centro-Norte.

De acordo com o IBGE, em 2002, de cada R$ 100 gerados na Bahia, cerca de R$ 27 vinham de Salvador, que respondia por 26,8% do PIB do estado. Em 2018, a participação ficou em 22,2%, ou seja, a capital era responsável por pouco mais de R$ 22 de cada R$ 100 gerados no estado. Já Feira de Santana, que contribuía com 3,7% do PIB da Bahia em 2002, viu sua participação crescer para 5,1% em 2018.

As duas cidades têm forte peso nos serviços privados (excluindo-se a administração pública), que representavam em 2018 72,0% do valor gerado pelos setores produtivos em Salvador e 65,1% do valor gerado em Feira de Santana. A perda de peso de Salvador no PIB baiano se explica justamente pela redução da importância da capital nos serviços privados (de 42,3% para 31,4% do valor gerado pelo setor no estado, entre 2002 e 2018), com uma perda relevante também na indústria (de 18,8% para 12,8%).

São Francisco do Conde

Em 2018, o PIB per capita brasileiro (valor do PIB dividido pela população estimada no ano) foi de R$ 33.583,82, e o baiano ficou em R$ 19.324,04. Na Bahia, o destaque nesse indicador foi, mais uma vez, para São Francisco do Conde. Com R$ 225.290,31 (quase 7 vezes o valor do país e 12 vezes o valor do estado), ele se manteve como município baiano com o maior PIB per capita. Perdeu posição, porém no ranking nacional, do 7o lugar em 2017 para o 10º em 2018.

O maior PIB per capita do país ficou com o município de Presidente Kennedy/ES, com um valor de R$ 583.171,85, seguido por Ilhabela/SP, com R$ 419.457,22. Ambos lideram este ranking por conta da extração de petróleo. A terceira posição ficou com Selvíria/MS, com R$ 362.080,40, graças à geração de energia hidrelétrica.

O posto de segundo maior PIB per capita da Bahia, que pertencia a Camaçari em 2017, passou a ficar com São Desidério (R$ 109.841,86) em 2018. Camaçari também foi ultrapassado por Formosa do Rio Preto (R$ 106.481,34), que completava o “top-3” do PIB per capita baiano.

O PIB per capita de Salvador em 2018 foi estimado em R$ 22.232,68, e o município caiu no ranking estadual, da 29a posição em 2017, para a 36ª no ano seguinte. Segue também entre as capitais brasileiras com menor PIB per capita, superando apenas Macapá (AP) (R$ 22.181,72), Maceió (AL) (R$ 22.126,34) e Belém (PA) (R$ 21.191,47), que tem o menor valor.

É importante salientar que nem todo PIB gerado no município é apropriado por sua população residente, uma vez que a geração do PIB e a renda disponível para consumo não são necessariamente iguais.

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