INB Caetité volta a produzir urânio para geração de energia

Na solenidade, que contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi realizada uma detonação simbolizando o início da lavra a céu aberto erm uma nova área, a Mina do Engenho (Foto: Divulgação/INB)

O governo federal retomou nesta terça-feira (1º) a produção de urânio na Unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité, na Bahia. Na solenidade que marcou a retomada, uma detonação simbolizou o início da lavra a céu aberto em uma nova área, a Mina do Engenho.

Na Unidade de Concentração de Urânio (URA) são realizadas as duas primeiras atividades do ciclo do combustível nuclear: a mineração e o beneficiamento do minério. O resultado será o Concentrado de Urânio, também conhecido como yellowcake (U3O8).

Na solenidade de retomada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou a importância da energia nuclear para uma matriz energética baseada nos princípios do desenvolvimento sustentável. Segundo o ministro, análises do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas e da Agência Internacional de Energia indicam significativa participação da fonte nuclear pelos próximos 30 anos para atender às demandas de geração de energia de base e em larga escala para a transição energética para descarbonização da economia.

“Esta retomada é a primeira fase para consolidar nossa proposta de tornar o Brasil autossuficiente e um exportador de yellowcake”, afirmou o ministro.

Na Unidade da INB em Caetité foram produzidas 3.750 toneladas de concentrado de urânio entre 2000 e 2015, a partir da primeira área lavrada, a Mina Cachoeira. Desde a exaustão dos recursos passíveis de lavra a céu aberto no local, as atividades de mineração estavam paralisadas.

O urânio é a matéria-prima para fabricação do combustível nuclear que abastece as usinas de Angra dos Reis. A retomada da produção é uma conquista para a INB e, em decorrência, para o País. Também representa um fator importante para a geração de empregos e recursos para a região sudoeste da Bahia. A expectativa é que sejam produzidas 260 toneladas de concentrado de urânio por ano, quando a Mina do Engenho atingir a sua capacidade plena, o que deve ocorrer em 2022.

“Hoje, a INB reinicia a produção de urânio em Caetité, gerando com esse retorno expressivos empregos da ordem de 600 diretos e cerca de 1.800 indiretos. Com isso haverá uma injeção de recursos financeiros na economia local de cerca de 76 milhões de reais ao ano e quase 30 milhões/ano de recolhimento de impostos estaduais e municipais”, afirmou o presidente da empresa,  Carlos Freire Moreira.

Carlos Freire também reconheceu a dedicação de todos os empregados: “Apresento nossas justas homenagens a todas as pessoas que participaram dessa trajetória, na pessoa do geólogo Evando Carele Barros, um dos pioneiros e que até hoje presta contribuição para a INB. Da mesma forma, agradeço a todos os nossos empregados, colaboradores, que com muita determinação, comprometimento e espírito de equipe contribuíram de forma decisiva para que conseguíssemos retomar a produção de urânio em Caetité”.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

oito + oito =