Disputa acirrada marca leilão dos Terminais de Aratu-Candeias (Foto: Meinfra)

Em uma disputa acirrada, de quase uma hora, os terminais da Codeba, no Porto de Aratu-Candeias, foram leiloados por R$ 62.5 milhões, na tarde desta sexta-feira. A CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais arrematou o ATU12 por R$ 10 milhões e o ATU 18 por R$ 52.5 milhões. O leilão aconteceu na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo).

Os investimentos globais previstos na área são de R$ 363 milhões. Ao final dos contratos, de 25 anos (ATU12) e 15 anos (ATU18), a movimentação deve chegar a 10 milhões de toneladas/ano.

O projeto prevê a implantação de equipamentos e edificações para desembarque, embarque e armazenagem. Os terminais vão atender às demandas da produção agrícola da região chamada de Matopiba: formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O diretor-presidente da Codeba, Carlos Autran, comemorou o sucesso do leilão. Para ele, o Brasil vive um momento estratégico economicamente e o setor portuário é peça fundamental para o crescimento do país. “O resultado superou as nossas expectativas. A área tem um potencial invejável. A Bahia e o Brasil podem celebrar esse dia”, disse.

OS TERMINAIS

Projeto ATU12 (brownfield) – destinado à movimentação de granéis sólidos, principalmente fertilizantes, concentrado de cobre, coque de petróleo e minérios diversos, com destaque para o minério de ferro. São aproximadamente 160 mil m², com expectativa de movimentação média de 2 milhões de toneladas/ano.

Projeto ATU 18 (greenfield) – destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais – grão de soja, farelo de soja, trigo e malte. Área de 51.6 mil m², projetada para movimentar 8 milhões de toneladas/ano, ao fim do contrato.

Início das operações 

Este foi o último leilão do ano para arrendamento de áreas portuárias, realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura. O primeiro na Bahia. “A disputa acirrada pelo terminal de Aratu é uma prova de que existem empresas que acreditam no Brasil”, comemora o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

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