Mais da metade dos trabalhadores da Bahia é de informais, revela IBGE

Do 2º para o 3º trimestre, na Bahia, houve redução no número de trabalhadores em quase todas as posições na ocupação e categorias do emprego. Aumentaram apenas os empregados sem carteira assinada (de 684 mil para 792 mil, +15,8%) e os trabalhadores familiares auxiliares (de 150 mil para 196 mil, +30,4%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

Por outro lado, as maiores reduções absolutas ocorreram entre os trabalhadores do setor público (de 857 mil para 780 mil, -77 mil) e os empregados com carteira assinada (de 1,294 milhão para 1,254 milhão, -40 mil). Estes últimos chegaram ao seu patamar mais baixo em oito anos, desde o início da PNAD Contínua (2012).

Assim, a taxa de informalidade voltou a crescer na Bahia, chegando a pouco mais da metade dos trabalhadores do estado (51,3%) no 3º trimestre, frente a 48,1% no trimestre anterior. Continuava menor, porém, do que a verificada no início do ano (52,9% no 1º trimestre de 2020).

No estado, entre julho e setembro, 2,499 milhões de trabalhadores estavam na informalidade, ou seja, eram empregados sem carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos), empregadores ou trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ ou trabalhadores auxiliares familiares.

Rendimento médio 

No 3º trimestre de 2020, o rendimento médio mensal real dos trabalhadores na Bahia (descontados os efeitos da inflação) ficou em R$ 1.743. Houve uma discreta queda (-2,9%) em relação ao verificado no trimestre anterior (R$ 1.795), mas o valor ainda ficou significativamente acima (+10,5%) do rendimento do 3º trimestre de 2019.

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