Com alta dos alimentos, prévia da inflação na RMS acelera para 0,63%

Os alimentos e bebidas também seguiram pressionando o custo de vida para cima (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE)

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em 0,63% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), em novembro,  acelerando mais uma vez, tanto em relação ao registrado no mês anterior (tinha sido 0,43% em outubro), quanto frente ao índice do mesmo mês do ano passado (havia ficado em 0,01%, em novembro de 2019).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 14 de outubro e 12 de novembro. Foi a maior prévia da inflação de novembro para a RM Salvador desde 2015, quando o IPCA-15 havia ficado em 0,88%.

Ainda assim, o índice na RMS ficou mais uma vez abaixo do registrado no país como um todo (0,81%) e foi o 3º  menor entre as 11 áreas pesquisadas separadamente, acima apenas do registrado nas regiões metropolitanas de Recife/PE (0,31%) e Rio de Janeiro/RJ (0,46%).

No acumulado de janeiro a novembro de 2020, o IPCA-15 da RM Salvador acelerou para 2,92% (havia ficado em 2,27% em outubro). Continua abaixo do índice do Brasil como um todo (3,13%). Nos 12 meses encerrados em novembro, o índice acumula alta de 3,90% na RM Salvador, também acelerando em relação aos 12 meses encerrados em outubro (3,26%), mas se mantendo menor que o indicador nacional (4,22%).

O quadro a seguir mostra os principais resultados do IPCA-15 de novembro para o Brasil e cada uma das áreas pesquisadas.

Alimentos  e transportes 

O IPCA-15 de novembro na Região Metropolitana de Salvador (0,63%) foi resultado de aumentos nos preços médios de sete dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice.

O grupo alimentação e bebidas (1,75%) teve novamente o maior aumento e exerceu mais uma vez a principal pressão de alta no IPCA-15 da RMS. Foi seguido pelos transportes (0,90%), que tiveram o terceiro maior índice em novembro, mostrando importante aceleração em relação a outubro, quando haviam registrado deflação (-0,42%).

Os alimentos consumidos em casa (2,36%) seguem puxando a inflação para cima, com altas importantes na batata-inglesa (42,29%, maior aumento dentre todos os produtos pesquisados), no tomate (18,45%), no arroz (7,37%) e no óleo de soja (14,03%). Esses quatro itens lideram, com os maiores aumentos acumulados no ano (65,51%, 110,17%, 56,23% e 91,44%, respectivamente).

Mas o item que, individualmente, mais contribuiu para a aceleração do IPCA-15 de novembro na RMS foi a gasolina (1,63%), que aumentou depois de duas importantes deflações seguidas (-2,66% em setembro e -5,87% em outubro).

Habitação (-0,19%) e vestuário (-0,15%) foram os dois grupos com deflação no IPCA-15 de novembro, na RMS.

Dentre os custos com moradia, os destaques foram para a energia elétrica (-0,78%), item que mais ajudou a conter o índice do mês, e o condomínio (-0,88%). Os artigos de vestuário têm deflações seguidas desde o IPCA-15 de julho, mas mostram redução no ritmo de queda ao longo dos meses. A principal influência em novembro veio das roupas femininas (-1,80%).

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