Setor de serviços da Bahia tem forte queda em julho, mostra IBGE

Todos os serviços caíram na Bahia, puxados mais um vez pelos prestados às famílias (Foto: Licia Rubinstein/Ag. IBGE)

O volume do setor de serviços na Bahia voltou a recuar em julho frente ao mês anterior (-0,9%), na série com ajuste sazonal, após ter registrado duas altas seguidas (2% de abril para maio e 0,9% de maio para junho). Com esse resultado, o serviços baianos seguem acumulando forte retração desde que se iniciou o isolamento social para combater a pandemia da Covid-19. Nos cinco meses entre março e julho, o setor acumula queda de -24,5% no estado.

Na comparação com julho de 2019, o setor de serviços baiano também apresentou nova queda acentuada (-26,4%), mais profunda que a registrada em junho (-23,2%) e o pior resultado para o mês, no estado, desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, iniciada em 2011.

O desempenho da Bahia nesse confronto (-26,4%) foi bem pior que o nacional (-11,9%) e representou o segundo recuo mais intenso entre os estados – menor apenas que o verificado no Rio Grande do Norte (-28,4%). Nesse confronto com o mesmo mês do ano passado, apenas Rondônia (5,2%) e Mato Grosso (0,8%) tiveram altas no setor de serviços.

Mantendo-se apenas com resultados negativos neste ano, frente aos mesmos períodos de 2019, o setor de serviços na Bahia acumula recuo de -18% de janeiro a julho de 2020, que é até agora o pior ano para o setor no estado desde o início da PMS, em 2011. O desempenho baiano é o 2o pior dentre as 27 unidades da Federação, à frente apenas de Alagoas (-19%).

No país como um todo, os serviços acumulam queda de -8,9% no ano de 2020, com resultado positivo apenas em Rondônia (3,9%). Nos 12 meses encerrados em julho, os serviços baianos também seguem em baixa (-11,7%). Um desempenho bem inferior ao nacional (-4,5%) e o terceiro recuo mais profundo entre os estados.

Queda generalizada

O forte recuo no volume do setor de serviços baiano em julho frente ao mesmo mês de 2019 (-26,4%) foi resultado de quedas em todos os cinco grupos de atividades investigados pelo IBGE. Esse cenário de retração generalizada já havia sido registrado em março, abril e maio deste ano.

Assim como ocorre desde março, as duas atividades que mais contribuíram com a queda geral do setor de serviços na Bahia, em julho, foram os serviços prestados às famílias (-79,9%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e Correio (-21,8%), que também tiveram os dois recuos mais profundos no mês.

A queda nos serviços prestados às famílias (-79,9%) bateu o recorde que havia sido registrado em maio (-76,20%) e foi a maior da série histórica da PMS (desde 2011). Ele é o segmento mais impactado pela pandemia e acumula recuo de -42,9% no ano de 2020.

Os transportes caem seguidamente desde fevereiro, mas tiveram uma leve desaceleração no ritmo de recuo entre junho (-22,9%) e julho (-21,8%). Foram, porém, os únicos a apresentar esse movimento. Todos os demais segmentos dos serviços investigados na Bahia caíram mais em julho do que em junho, com destaque para os outros serviços, que havia tido alta de 1,5% em junho e recuaram -18,6% em julho.

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