Produção da indústria cresce 7,6% na passagem de abril para maio

Fim das atividades da Ford derrubou a produção industrial da Bahia, em fevereiro (Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

A produção industrial da Bahia, em maio,  voltou a avançar (7,6%) frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal, após ter apresentado a maior queda em 18 anos, na passagem de março para abril (-24,2%). A alta de abril para maio reflete a volta da produção de algumas unidades após a suspensão das atividades por conta da pandemia da Covid-19, além de ser influenciada pela baixa base de comparação.

Entretanto, segundo o IBGE, o resultado positivo, ainda não chegou perto de superar as perdas acumuladas em razão da pandemia. Nos três meses de março a maio, a queda acumulada na produção industrial baiana foi de -22,8%. De abril para maio, a alta da atividade fabril na Bahia (7,6%%) foi um pouco maior que a nacional: a produção industrial brasileira cresceu 7% nessa comparação. Houve resultados positivos em 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE.

Paraná (24,1%), Pernambuco (20,5%) e Amazonas (17,3%) lideraram no crescimento, enquanto Espírito Santo (-7,8%), Ceará (-0,8%) e Pará (-0,8%) mostraram retrações.

Em relação a maio de 2019, a produção industrial baiana seguiu em queda (-20,7%), ainda que um pouco menor que a nacional (-21,9%). Foi o segundo resultado fortemente negativo no ano e o pior para um mês de maio, no estado, na série histórica da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional, iniciada em 2002.

Dentre as 15 áreas pesquisadas, 14 tiveram quedas na comparação com maio de 2019, com destaques para Ceará (-50,8%), Amazonas (-47,3%) e Espírito Santo (-18,5%). Goiás (1,5%) foi o único estado a apresentar resultado positivo. Considerando o meses da pandemia da Covid-19 (março, abril e maio), a indústria baiana tem queda acumulada de -14,3% em relação ao mesmo período de 2019.

No ano de 2020, a produção da indústria no estado acumula perda de-5,9%, em relação ao mesmo período de 2019. O resultado é melhor que o do Brasil como um todo (-11,2%). Já nos 12 meses encerrados em maio, a indústria na Bahia também se mantém no negativo (-5,1%), frente aos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado está bem pouco acima do nacional (-5,4%).

Produção automobilística mantém forte queda

O importante recuo na produção industrial da Bahia na comparação com maio de 2019 (-20,7%) refletiu quedas tanto na indústria de transformação (-21,4%) quanto na indústria extrativa (-7,3%). Das 11 atividades da indústria de transformação investigadas separadamente no estado, apenas 2 tiveram resultados positivos: fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (27,9%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (1,1%).

Por outro lado, dentre as 9 atividades industriais com queda na produção, em maio, no estado, o principal impacto negativo veio, assim como em abril, da indústria automobilística. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias acelerou um pouco mais sua queda (-97,6% em maio, frente a -97,2% em abril), na comparação com o mesmo mês de 2019. Teve o maior recuo e a maior contribuição para o resultado negativo em geral.

Com o quinto recuo mais acentuado (-42,1%), o segmento de metalurgia teve o segundo principal impacto no resultado negativo da indústria baiana em maio, em virtude do peso que tem na estrutura do setor no estado. A atividade já vinha mal antes da pandemia, mostrando recuos consecutivos desde setembro de 2019, mas acelerou o ritmo de queda desde março.

Por sua vez, as duas atividades industriais em alta na Bahia (derivados de petróleo e celulose) sustentam resultados positivos desde janeiro deste ano.

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