Preços da gasolina e do etanol disparam e inflação tem forte alta

A gasolina (10,98%) foi individualmente o item que mais puxou o IPCA-15 (Foto: Adenilson Nunes/GOVBA)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, acelerou pelo segundo mês seguido e chegou a 0,75%, em julho,  na Região Metropolitana de Salvador (RMS), acima tanto do registrado em junho (0,05%) quanto do índice de julho de 2019 (0,13%). Foi o maior IPCA-15 para um mês de julho na RMS desde 2004, quando o índice havia ficado em 0,85%. Considerando todos os meses do ano, foi a segunda maior alta de 2020, abaixo apenas do índice de janeiro (0,89%).

Além de ter sido mais que o dobro do índice nacional (0,30%), o IPCA-15 de julho na RMS foi o 2º mais alto entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE. Ficou levemente abaixo apenas do verificado na Região Metropolitana de Curitiba (0,76%). No mês, as menores variações ocorreram nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro (-0,7%), Porto Alegre (0,07%) e São Paulo (0,19%).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 16 de junho e 14 de julho.

No acumulado de janeiro a julho de 2020, o IPCA-15 da RMS teve importante aceleração, indo a 1,42%, frente ao 0,67% acumulado no primeiro semestre do ano. Também está bem acima do índice do Brasil como um todo (0,67%) e é o 3º  mais alto dentre os 11 locais pesquisados. Nos 12 meses encerrados em julho, o índice acumula alta de 2,42%, acelerando em relação aos 12 meses encerrados em junho (1,79%) e já ultrapassando o indicador nacional (2,13%).

Gasolina tem forte alta  

O IPCA-15 de julho na Região Metropolitana de Salvador (0,75%) foi resultado de aumentos nos preços médios de seis dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice.

Grupos de despesas com maior peso no orçamento das famílias na RMS, transportes (2,63%) e alimentação e bebidas (0,76%) foram as principais pressões de alta no mês, sob forte influência, respectivamente, dos combustíveis (10,67%) e da alimentação no domicílio (1,05%).

Com o terceiro maior aumento dentre as centenas de produtos e serviços contemplados no IPCA-15, a gasolina (10,98%) foi o item que, individualmente, mais puxou a prévia da inflação de julho para cima. A alta na RMS  foi a maior do país e mais que o dobro da média nacional (4,47%).  etanol (11,83%) teve o segundo maior aumento entre todos os itens na RMS e a quinta maior contribuição, e o diesel (4,41%) também mostrou alta.

Entre os alimentos, além do pão francês (4,69%), houve aumentos importantes nas carnes em geral (5,19%), sobretudo a costela (7,33%), leites e derivados (3,24%) e frutas (4,63%), entre outros.

Com a segunda maior alta entre os grupos de produtos e serviços e a terceira maior contribuição para o IPCA-15 de julho, os custos com habitação (0,79%) foram pressionados, sobretudo, pelas altas na energia elétrica (1,88%) e no gás de botijão (2,36%). entre os três grupos com deflação, a principal influência no sentido de conter o IPCA-15 de julho, na RMS,  veio do grupo vestuário (-1,95%), seguido por educação (-0,17%).

Ainda assim, individualmente, os itens em queda que mais puxaram o índice para baixo foram alimentos (tomate, -21,55%; cebola, -12,37%; e batata-inglesa, -7,60%) e do grupo transporte (seguro de veículo, -4,95%; e transporte por aplicativo, -8,27%).

 

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