Região Metropolitana de Salvador tem a primeira deflação do ano

Os alimentos tiveram o maior aumento para um mês de abril desde 1995, segundo o IBGE (Foto: SDE)

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em -0,16% na Região Metropolitana de Salvador. Teve desaceleração importante em relação à taxa de março (0,17%) e ficou bem abaixo da inflação de abril de 2019 (0,83%). Foi a primeira deflação do ano de 2020 na RMS, e o menor IPCA para um mês de abril desde 2017, quando o índice havia ficado em -0,22%. Os dados são do IBGE.

Ainda assim, a inflação de abril na RMS ficou acima da registrada no país como um todo (-0,31%). O índice nacional foi o menor, considerando todos os meses do anos, desde agosto de 1998 (quando havia ficado em -0,51%).

Em abril, 14 dos 16 locais investigados pelo IBGE tiveram deflação. Os menores índices foram verificados na RM Curitiba/PR (-1,16%), em Brasília (-0,58%) e no município de Goiânia/GO (-0,53%). No outro extremo, apenas a RM Rio de Janeiro/RJ (0,18%) e o município de Aracaju/SE (0,15%) tiveram altas média dos preços.

Com os resultados de abril, a inflação acumula alta de 0,51% nos quatro primeiros meses de 2020, na RM Salvador. Desacelerou em relação ao registrado no primeiro trimestre (0,67%), mas é quase o dobro do registrado no Brasil como um todo (0,22%).

Nos 12 meses encerrados em abril, a inflação acumulada na RM Salvador ficou em 2,26%, com importante desaceleração em relação aos 3,27% acumulados até março e ainda menor que a média do país (2,40%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, no acumulado no ano e no acumulado nos 12 meses encerrados em abril de 2020.

Alimentação  e habitação  

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, sete tiveram variações negativas médias dos preços em abril, na Região Metropolitana de Salvador. Apenas alimentação e bebidas (2,34%) e habitação (0,35%) mostraram altas.

Com o maior aumento para um mês de abril desde 1995 (quando haviam tido alta de 2,56%) e o maior aumento, considerando todos os meses do ano, desde dezembro de 2019 (3,80%), os alimentos (2,34%) lideraram mais uma vez as pressões inflacionárias na RMS.

O aumento do grupo alimentação e bebidas na RMS foi o terceiro maior dentre as 16 áreas pesquisadas, ficando abaixo apenas dos verificados na RM Porto Alegre/RS (2,70%) e em Aracaju/SE (2,45%). Ficou também acima do índice para o Brasil como um todo (1,79%).

Os alimentos consumidos no próprio domicílio (2,61%) tiveram novamente forte influência nessa alta. Liderados pela batata-inglesa (52,86%), cebola (36,28%) e cenoura (42,76%). Os três produtos foram os que mais aumentaram dentre as centenas de itens investigados mensalmente para formar o IPCA da RM Salvador.

Mas a alimentação fora de casa também teve aumento médio (1,68%) em abril, na RMS, puxada pelos lanches (6,91%). Com um aumento bem menos expressivo, o grupo habitação (0,35%) teve forte influência da energia elétrica (0,84%).

Por outro lado, a deflação de abril na Região Metropolitana de Salvador (-0,16%) foi capitaneada pelo grupo transportes (-2,14%), seguido por vestuário (-2,28%) e artigos de residência (-2,81%).

A queda nos preços dos combustíveis (-8,45%) foi decisiva para a retração dos transportes, com forte efeito da gasolina (-8,61%) e do etanol (-9,04%). Apesar da deflação média dos transportes, as passagens aéreas (13,30%) tiveram alta importante em abril e foram uma das principais pressões inflacionárias do mês.

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