Vendas do varejo baiano têm queda de 0,7% em fevereiro, diz IBGE

Tempo para abertura de uma empresa no estado, no segundo quadrimestre, foi, em média, de 7 dias (Foto: Agência IBGE)

As vendas do varejo na Bahia ficaram estáveis (0,0%) em fevereiro em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, depois de terem recuado (-6,7%) em janeiro. Já na comparação de fevereiro/20 com fevereiro/19, as vendas do varejo baiano recuaram (-0,7%). Foi o primeiro resultado negativo no estado, após cinco altas seguidas. A Bahia foi também um dos dois únicos estados a apresentar desempenho negativo nesse confronto, ao lado do Ceará (-4,5%).

Frente ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do comércio varejista nacional cresceram 4,7%, com destaques positivos para Amazonas (13,6%), Paraíba (11,8%) e Tocantins (11,8%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Com o desempenho de fevereiro, as vendas do varejo baiano acumulam variação negativa nos primeiros dois meses de 2020 (-0,1%), frente ao mesmo período de 2019. É um resultado pior que o nacional (alta de 3,0%) e um dos 4 recuos entre os 27 estados.

No acumulado nos 12 meses encerrados em fevereiro (frente aos 12 meses anteriores), porém, o desempenho das vendas do comércio na Bahia se mantém positivo (1,7%), só um pouco abaixo do verificado no Brasil como um todo (1,9%) e acompanhando o movimento de alta registrado em 19 estados.

Vendas caem em 7 das 8 atividades do varejo baiano

Em fevereiro, na Bahia, 7 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2019. Apenas as vendas de combustíveis e lubrificantes (8,0%) mostraram avanço no mês – o décimo aumento mensal consecutivo.

Com as duas maiores quedas no mês, os segmentos de tecidos, vestuário e calçados (-6,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-21,9%) deram, nessa ordem, as duas principais contribuições para o resultado negativo do varejo baiano como um todo.

Foi o 2º  recuo seguido para as vendas de vestuário e o 20o para os livros, cujas vendas caem seguidamente desde julho de 2018.

Varejo ampliado recua 

Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano avançou (1,5%) frente a janeiro, na série livre de influências sazonais. Mostrou, assim, um resultado acima da média nacional (0,7%) e superior ao do varejo restrito no estado (0,0%).

Já na comparação com fevereiro de 2019, as vendas do varejo ampliado na Bahia recuaram (-2,5%), indo no sentido contrário ao desempenho do setor no Brasil como um todo (3,3%) e mostrando o segundo pior desempenho entre os estados – acima apenas do registrado no Rio Grande do Norte (-3,2%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Assim como ocorre com o varejo restrito, o desempenho acumulado do varejo ampliado baiano no dois primeiros meses de 2020 está negativo (-0,7%), frente a um aumento de 3,4% nas vendas em nível nacional. Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, a vendas do varejo ampliado na Bahia mantêm alta acumulada de 1,6%, ainda que abaixo do resultado do Brasil como um todo (3,6%).

Na comparação com fevereiro de 2019, o recuo no setor em geral (-2,5%) foi influenciado pelo desempenho negativo dos automóveis, cujas vendas caíram 8,6%. Já o segmento de material de construção teve alta de 1,2%.

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