Bahia tem 8,3 milhões de usuários de Internet, mas ritmo de avanço cai

Número de pessoas que utilizam a Internet cresceu 7,8% de 2017 para 2018 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O acesso à Internet seguiu avançando na Bahia em 2018, mas num ritmo um pouco menor do que o verificado entre 2016 e 2017. No quarto trimestre de 2018, 65,1% da população de 10 anos ou mais no estado utilizou a rede, o que representou 8,3 milhões de pessoas. O número de internautas na Bahia cresceu 7,8% em relação a 2017, quando eram 7,7 milhões de pessoas ou 60,7% da população de 10 anos ou mais de idade. Entre 2016 e 2017, esse número havia crescido 10,7%. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

A taxa de avanço entre 2017 e 2018 no estado (7,8%) ficou próxima à verificada no país como um todo, onde o número de pessoas que acessaram a Internet em 2018 (135,9 milhões) foi 8% maior que em 2017 (125,9 milhões), chegando a 74,7% da população de 10 anos ou mais de idade.

Como resultado de um menor aumento no número de pessoas que acessam a Internet, a Bahia caiu duas posições no ranking estadual do percentual da população de 10 anos ou mais de idade que utiliza a Rede. Passou da 18ª posição em 2017 para a 20a em 2018, sendo superada por Pernambuco (59,8% em 2017 e 68,1% em 2018) e Ceará (59,4% em 2017 e 65,4% em 2018).

Não sabem como utilizar a rede

Dentre as 4,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que não utilizaram a Internet em 2018, na Bahia, 1,7 milhão (37,8%) disseram que não sabiam como acessar a Rede.

Foi pelo terceiro ano seguido o motivo mais citado para não usar a Internet no estado, com um aumento no percentual de pessoas que o informaram: em 2017, 36,3% dos que não acessavam citaram essa razão.

O segundo motivo mais citado para não usar a Internet, na Bahia, em 2018, também permaneceu o mesmo: falta de interesse, citado por 1,4 milhão de pessoas (31,4% dos que não acessaram a Internet no estado). Houve, porém, uma diminuição na frequência dessa razão (havia sido informada por 33,2% em 2017).

Quase 4 em cada 10 pessoas que não acessaram a Internet na Bahia em 2018 (37,8% ou 1,7 milhão de pessoas) disseram que não sabiam como utilizar a Rede

As razões econômicas, ligadas aos custos do serviço de Internet ou dos equipamentos para acessar a Rede, vinham em seguida. Na Bahia, em 2018, 23,0% dos que não utilizaram a Internet (cerca de 1 milhão de pessoas) alegaram que o serviço era caro (14,3% ou 641 mil) ou que os equipamentos eletrônicos necessários para o acesso eram caros (8,7% ou 389 mil pessoas).

O alto custo dos equipamentos foi o motivo que mais cresceu proporcionalmente em relação a 2017, quando havia sido citado por 7,0% das pessoas que não tinham usado a Internet na Bahia.

Ainda 213 mil pessoas (4,8% dos que não utilizaram a Internet na Bahia em 2018) informaram que o serviço não estava disponível nos locais que costumavam frequentar. Esse percentual diminuiu em relação a 2017 (quando era de 5,9%).

Posse de celular não aumenta na Bahia

Apesar de ter aumentado o acesso à Internet exclusivo por meio do celular, a posse desse aparelho não cresceu na Bahia entre 2017 e 2018, nem para uso pessoal nem nos domicílios.

Em 2018, 9,1 milhões e pessoas de 10 anos ou mais na Bahia tinham celular para uso pessoal, o que equivalia a 71,0% da população nesse grupo de idade. O número absoluto se manteve o mesmo do ano anterior, e a proporção em relação ao total da população variou para baixo – era de 71,4% em 2017.

Nem posse individual de celular (71,0% das pessoas de 10 anos ou mais de idade), nem presença do aparelhos nos domicílios (em 89,0% do total de residências) aumentaram na Bahia, entre 2017 e 2018

Além da Bahia, apenas outros 3 dos 27 estados brasileiros mostraram variações negativas no percentual de pessoas que tinham celular, entre 2017 e 2018 : Amapá (de 70,7% para 70,0%), Rio Grande do Norte (de 76,1% para 75,7%) e Goiás (de 86,2% para 86,1%).

Com esse movimento, a Bahia perdeu uma posição no ranking nacional de posse de celular, indo da 19a para a 20a, superada pelo Ceará (70,1% em 2017 e 72,5% em 2018).

No Brasil como um todo, 79,3% das pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham aparelho de celular para uso pessoal em 2018, o que significava 144,2 milhões de pessoas. O percentual cresceu em relação a 2017, quando era de 78,2%.

A presença do celular no domicílio era maior do que o uso individual do aparelho. Em 2018, o telefone móvel existia em 89,0% dos domicílios baianos (4,5 milhões de residências) e 93,2% dos domicílios brasileiros (66,9 milhões).

Em relação a 2017, a Bahia mostrou uma leve variação para baixo na percentagem de domicílios com celular. Eram 90,1% do total de residências em 2017, o que também equivalia a cerca de 4,5 milhões de domicílios, em números absolutos. No país como um todo, a proporção se manteve a mesma nos dois anos (93,2%).

Alto custo do aparelho telefônico

Diferentemente do que ocorre com a Internet, a principal causa citada para não ter celular é econômica. Das 3,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade que não possuíam celular em 2018, na Bahia, 1,4 milhão (38,6%) citaram como motivo o alto custo do aparelho ou do serviço. Além de ser a principal razão, foi a que mais cresceu em relação a 2017, quando 32,7% dos que não tinham celular no estado citavam os altos custos como motivo para tanto (1,2 milhão de pessoas).

A segunda razão para não ter celular na Bahia era a falta de interesse, informada por 21,8% das pessoas que não possuíam o aparelho em 2018 (812 mil em números absolutos). Esse percentual também cresceu frente a 2017, quando era de 18,8% (representando 686 mil pessoas).

Em 2018, no Brasil como um todo, 37,6 milhões de pessoas não tinham telefone móvel celular para uso pessoal. Dentre os motivos para isso, 28,0% alegavam que o aparelho telefônico ou o serviço era caro, também o motivo mais citado. Não ter interesse em possuir celular vinha em segundo lugar, citado por 24,2%.

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