Região Metropolitana de Salvador tem a segunda menor inflação do país em fevereiro

Alta sazonal dos custos com educação (4,00%) e aumento dos alimentos (0,75%) puxaram o IPCA (Foto: AG. Brasília)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,16%, em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Desacelerou em relação à taxa de janeiro (0,34%) e ficou ligeiramente abaixo da inflação de fevereiro de 2019 (0,18%). Foi ainda a menor inflação para um mês de fevereiro na RMS desde 2002, quando o índice havia sido de 0,14%.

Além de ter sido menor que a média nacional (0,25%), a inflação da RMS foi a 2ª mais baixa entre as 16 áreas investigadas pelo IBGE, empatada com a da Região Metropolitana de Porto Alegre (0,16%) e acima apenas do índice registrado na Região Metropolitana de Curitiba (0,08%).

Com os resultados de fevereiro, a inflação acumula alta de 0,50% nos dois primeiros meses de 2020, na RM Salvador, um pouco acima do registrado no Brasil como um todo (0,46%), mas o menor acumulado para o período desde o início do Real (julho/94).

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a inflação acumulada na RM Salvador ficou em 3,88%, um pouco abaixo dos 3,90% acumulados até janeiro e também menor que a média do país (4,01%).

Educação e alimentos

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, seis apresentaram altas em fevereiro, na Região Metropolitana de Salvador, liderados por educação (4,00%) e alimentação e bebidas (0,75%). Com a maior alta no mês, os gastos com educação foram também os que mais puxaram a inflação para cima na RMS, com influência importante dos cursos regulares (4,98%), tanto do ensino fundamental (6,82%) e superior (2,36%) quanto do ensino médio (6,64%) e da pré-escola (6,64%).

Fevereiro é o mês em que o IBGE capta a maior parte dos aumentos nas mensalidades escolares, que, por isso, costumam ter forte impacto nos índices de inflação (IPCA e IPCA-15). A tendência se manteve em 2020, mas o aumento neste ano (4,00%) foi o menor desde 2007 (quando havia sido de 3,86%).

Depois de educação, o aumento dos alimentos foi a segunda principal pressão inflacionária de fevereiro, na RM Salvador, com altas tanto na alimentação no domicílio (0,79%) quanto na alimentação fora (0,65%).

No primeiro caso, pesaram itens relevantes no dia a dia, como tomate (47,73%), açúcar cristal (8,67%) e pão francês (1,77%). No segundo caso, as refeições fora (almoço ou jantar) aumentaram 1,20% e se mantiveram entre as principais contribuições para cima no IPCA de fevereiro.

Apesar dessas altas, grupos de despesas importantes para as famílias da Região Metropolitana de Salvador mostraram deflação e foram cruciais para conter a inflação do mês. Transportes (-1,64%) foi a principal influência para baixo, seguido por habitação (-0,40%) e vestuário (-0,99%).

Dos cinco produtos ou serviços que mais puxaram a inflação de fevereiro para baixo, na RMS, quatro estão no grupo transportes, liderados pela gasolina (-4,08%), mas com contribuições importantes também das passagens aéreas (-10,11%) e dos automóveis usados (-1,79%).

Dentre as despesas com moradia, a energia elétrica residencial (-2,43%) foi a principal influência no sentido de conter o IPCA de fevereiro, na RMS. No mês passou a vigorar a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz.

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