Membros do Conselho Estadual de Defesa Agropecuária tomam posse

A posse dos novos titulares e suplentes ocorreu durante a Fenagro 2019 (Foto: Tatiany Carvalho)

Reportagem de Tatiany Carvalho
Especial para o Bahia de Valor

Eles formam um verdadeiro time em prol do desenvolvimento do setor agrário no estado da Bahia e, coincidência ou não, a regra diz que devem ser empossados 11 titulares e 11 suplentes no Conselho de Desenvolvimento Agrícola (CDA), órgão de assessoramento consultivo para a proposição de políticas públicas para o setor. A posse dos novos membros que representam duas instâncias – o poder público e a organização civil organizada – ocorreu nesta sexta-feira (30), durante a Feira Internacional da Agricultura (Fenagro), sob a coordenação do secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), Lucas Costa, na presença de representantes do governo e setores produtivos.

Na solenidade, Lucas Costa reforçou sua abertura ao diálogo com os diferentes agentes que integram a cadeia produtiva e reafirmou que sua atuação será orientada para o fortalecimento do setor. “É uma união entre o setor produtivo e o Estado. Esse é o caminho mais certo a seguir. Eu quero que este Conselho seja muito atuante para definir as diretrizes do setor agropecuário baiano”, disse o secretário.

Da formulação de políticas agrícolas ao acompanhamento do desempenho do setor, existem diferentes frentes para a atuação dos conselheiros e suplentes. O desafio é grande dado o “tamanho” e importância do setor agropecuário na geração de riquezas para o estado – estamos falando de um setor que participa com 23,5% do PIB da Bahia, que gera 30% dos postos de trabalho formais e que reúne cerca de 750 mil produtores.

Além da Seagri, o Conselho de Desenvolvimento Agrícola possui assentos da Secretaria do Planejamento (Seplam), Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), na esfera pública estadual. No âmbito federal, participa a Superintendência Federal de Agricultura do Estado da Bahia (SFA). Entre os setores produtivos, listam a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), a Associação dos Irrigantes do Oeste Baiano (Aiba) e a Associação Comercial da Bahia (ACB). Quando se trata da sociedade civil organizada, entram em campo o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia (Fetag) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

MAIOR CONECTIVIDADE NO CAMPO

O maior acesso à internet no campo é um dos principais desafios apontados pelo presidente da Fetag, Humberto Miranda Oliveira, um dos titulares empossados no CDA. “Não se pode ter uma produção no campo onde a gente não tenha uma internet de qualidade e através da qual a gente possa se conectar”, comentou Oliveira. Esse é um pré-requisito para a intensificação do ensino a distância na qualificação e capacitação dos produtores. Uma parceria entre a Faeb  e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) proporciona a volta à sala de aula de 50 mil produtores a cada ano. A proposta de Oliveira é a intensificação do EAD para ampliar o acesso dos produtores à informação e, consequentemente, contribuir com uma melhor qualificação do setor.

S E R V I Ç O

32ª FENAGRO
Data: Até 1º de dezembro
Local: Parque de Exposições de Salvador
Horário de funcionamento: 8h às 22h
Ingresso: R$ 10
*Entrada franca para crianças até 10 anos e idosos (mais de 60 anos)

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