Criadores baianos de caprinos e ovinos miram potencial de consumo dos muçulmanos

Mohamed Hussein El Zoghbi, Lucas Costa e Almir Lins durante encontro na Fenagro (Foto: Tatiany Carvalho)

Reportagem de Tatiany Carvalho
Especial para o Bahia de Valor

O potencial da cadeia de caprinos e ovinos baiana está chamando a atenção do mercado Halal que já demonstra interesse numa possível relação comercial com os produtores do estado. Durante a Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), uma reunião realizada na sexta-feira (29) , intermediada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura  (Seagri), selou o início do diálogo com a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil. Se, de um lado, os criadores baianos representam um lucrativo mercado de 11 milhões de caprinos e 3 milhões de ovinos, por outro, os muçulmanos economicamente ativos no mundo representam um mercado potencial consumidor de 1,8 bilhão de pessoas.

Apesar de o estado da Bahia ter o maior rebanho de caprinos e ovinos do Brasil, a produção ainda não é destinada à exportação. “Minha vinda é para passar a informação de que podemos nos organizar e ter padrão de exportação”, disse o representante da Federação, Mohamed Hussein El Zoghbi. Ele apresentou aos produtores baianos as especifidades necessárias para participar deste mercado quanto às exigências tanto de manejo quanto de qualidade da matéria-prima.

O Brasil já é produtor de carne e frango Halal  desde a década de 70. O Halal é uma  técnica sagrada de abate, descrita no Alcorão. Apenas carnes preparadas segundo essa cartilha podem ser ingeridas por consumidores da religião islâmica.  Atualmente, o Brasil é um dos principais países que figura na relação comercial com comunidades islâmicas. “O nosso maior desejo é organizar a cadeia”, afirmou o presidente da Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Accoba), Almir Lins.

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