Engie investe R$ 2 bilhões em novo conjunto eólico na Bahia

O Conjunto Eólico Campo Largo Fase I, com capacidade instalada de 326,7 MW, entrou em operação em 2018

A Engie já iniciou as obras do Conjunto Eólico Campo Largo 2, na Bahia.  Composto de 11 centrais, com 86 turbinas de 4,2 MW, Campo Largo será, quando em operação, o maior conjunto eólico da Engie, com uma potência instalada de 361,2 MW. O empreendimento, voltado para o mercado livre de energia, está sendo construído contíguo a outros dois conjuntos: Campo Largo I (326,7 MW) e Umburanas (360 MW). A Engie objetiva conseguir o registro de Campo Largo 2 no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU, contribuindo, desta forma, para uma matriz energética cada vez mais limpa.

“Quando entrar em operação comercial, Campo Largo 2 vai fazer com que a Engie ultrapasse 1 GW de capacidade instalada em energia eólica no Brasil. Um marco para a empresa, que colabora de maneira efetiva no processo de transição energética nacional e reforça nossa estratégia de crescer em energias renováveis”, diz o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

Até o final deste ano a ideia é construir os acessos e a as áreas de montagem dos equipamentos, permitindo a execução das primeiras bases dos aerogeradores

O investimento estimado é de R$ 2 bilhões e a expectativa é de que as primeiras unidades geradoras estejam operando comercialmente no final de 2020, com as últimas unidades concluídas em março de 2021. “Ao atingirmos a marca de 1 GW em eólica no Brasil estamos contribuindo de modo decisivo para o objetivo do Grupo Engie de colocar em operação 9 GW desta fonte de energia em todo o mundo em três anos, aumentando nossa geração renovável, como parte da nossa estratégia global”, comenta o CEO da Engie Brasil e Presidente do Conselho da Engie Brasil Energia, Maurício Bähr.

“Até o final deste ano a ideia é construir os acessos e a as áreas de montagem dos equipamentos, permitindo a execução das primeiras bases dos aerogeradores”, afirma Sattamini. São 75 km de acessos e 101 km de redes de média tensão. “Também teremos muitas atividades nas redes de média tensão e na ampliação da subestação existente”, complementa. O início da montagem dos aerogeradores está previsto para o final do primeiro semestre de 2020.

Quando entrar em operação comercial, Campo Largo 2 vai fazer com que a Engie ultrapasse 1 GW de capacidade instalada em energia eólica no Brasil

O maior desafio deste projeto é logístico, já que a magnitude dos equipamentos coloca a implantação do conjunto em um patamar ainda mais elevado. “As dimensões dos aerogeradores são maiores que as já existentes e a distância de transporte em alguns casos será superior a mil quilômetros”, explica o executivo. O aerogerador escolhido é o modelo Vestas V150, de 4,2 MW.

CLIENTES LIVRES

A geração de energia elétrica oriunda do conjunto será vendida 100% para o mercado livre. Isso significa que a Engie  está construindo este conjunto eólico sem a venda prévia de energia em leilões do governo federal. “Atualmente estamos com mais de cem contratos firmados no mercado livre para viabilizar o projeto”, completa Sattamini. Um deles é o contrato de 30 MW médios adquiridos pelo Grupo Claro, representado pelas marcas Claro, Embratel e NET, que viabilizaram o conjunto eólico no ano passado.

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