Comércio ganha fôlego e vendas do setor na Bahia crescem 5,2%

Hipermercados e supermercados devem concentrar 40,4% do total de vendas relativas às compras do Dia dos Pais (Foto: Eduardo Peret/Agência IBGE Notícias)

As vendas do varejo na Bahia cresceram 1,2% em maio em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo resultado positivo consecutivo nessa comparação: de março para abril as vendas tinham avançado 0,9% no estado. Foi também o melhor desempenho para um mês de maio desde 2014, quando as vendas haviam crescido 5,7% nesse confronto. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE. Na comparação com maio de 2018, os resultados do varejo baiano também foram positivos e mostraram um quadro semelhante ao da comparação com abril. As vendas cresceram (5,2%) pelo segundo mês consecutivo, bem acima da média nacional (1,0%) e mostrando o melhor desempenho no estado desde maio de 2014 (quando o avanço havia sido de 8,3%).

Nesse confronto, as vendas do comércio varejista também cresceram em 16 dos 27 estados, com destaques positivos para Amapá (21,0%) e Santa Catarina (12,3%). Por outro lado, os maiores recuos ocorreram no Piauí (-6,5%) e na Paraíba (-7,1%).

Com os resultados de maio, as vendas do varejo baiano acumulam alta de 1,6% no ano de 2019, frente ao mesmo período de 2018, descolando-se positivamente da média nacional (0,7%). Nos 12 meses encerrados em maio, o comércio na Bahia também mantém variação positiva (0,8%), ainda que abaixo da média nacional (1,3%).

Vendas crescem em 6 das 8 atividades do varejo

Em maio, na Bahia, o volume de vendas cresceu em 6 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui os segmentos de automóveis e materiais de construção), frente ao mesmo mês de 2018.

Houve recuos apenas nos segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (-50,1%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-19,9%), que vêm em quedas seguidas desde julho de 2018 e desde novembro de 2018, respectivamente.

Em termos de magnitude da taxa, os maiores aumentos nas vendas foram registrados nos segmentos de combustíveis e lubrificantes (15,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,5%).

A alta nas vendas dos combustíveis foi também a principal influência positiva para o desempenho geral do varejo baiano em maio19/ maio18 (5,2%). O segmento vinha com quedas praticamente ininterruptas desde setembro de 2017 e havia recuado fortemente em maio de 2018 (-18,0%), em parte devido à greve dos caminhoneiros.

Já o segmento de artigos farmacêuticos tem o melhor desempenho do varejo baiano neste ano de 2019, com crescimento de 7,8% de janeiro a maio e altas seguidas nas vendas desde outubro de 2017.

O aumento nas vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%) também merece destaque em maio, pois, apesar de ter sido o mais modesto entre as atividades, teve uma influência importante no resultado do comércio baiano como um todo, pelo peso que o segmento tem na estrutura da receita do setor.

Varejo ampliado tem variação negativa

Em maio, na Bahia, o comércio varejista ampliado mostrou variação negativa (-0,1%) frente a abril (série com ajuste sazonal), mas teve alta nas vendas na comparação com maio de 2018 (4,6%).

Ambos os resultados foram inferiores aos do varejo restrito no estado (1,2% e 5,2%) e ficaram abaixo das taxas nacionais, que foram de 0,2% e 6,4%, respectivamente.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Na comparação com maio de 2018, as vendas desses dois segmentos voltaram a avançar, após dois meses em queda. O resultado dos veículos foi melhor (4,4%) que o dos materiais de construção (1,0%). Ainda assim ambos se mantêm negativos no acumulado no ano de 2019 (-4,1% e -3,0%, respectivamente).

Assim, as vendas do varejo ampliado baiano seguem em queda no acumulado em 2019 (-0,3%), embora ainda sustentem uma leve variação positiva nos 12 meses encerrados em maio (0,1%). Ambos os resultados são bem piores que os do país como um todo (3,3% e 3,8% respectivamente).

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